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	<title>João Victor Guedes</title>
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	<description>De Libero Arbitrio.</description>
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		<title>Santo Padre: Muito mais que um CEO</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 01:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Jornal do Commércio) O furacão de matérias e análises oriundas dos acontecimentos recentes no Vaticano acabou por evidenciar não somente que o interesse e a curiosidade geral sobre a Igreja Católica continuam em alta como também, e principalmente, o &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=857">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">(Publicado pelo <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/voz-do-leitor/noticia/2013/02/26/santo-padre-muito-mais-que-um-ceo-74681.php" target="_blank">Jornal do Commércio</a>)</p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px; text-align: left;">O furacão de matérias e análises oriundas dos acontecimentos recentes no Vaticano acabou por evidenciar não somente que o interesse e a curiosidade geral sobre a Igreja Católica continuam em alta como também, e principalmente, o quão incômoda é a força religiosa para boa parte dos principais jornais do país.</span><img class="aligncenter size-medium wp-image-858" alt="Papa Bento XVI" src="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/02/AB4238C6CFD64F7CA7C4D689B140C0201-300x210.jpg" width="300" height="210" /></p>
<p style="text-align: left;">O que se percebe, em um primeiro lugar, é a tentativa de humanizar as decisões do clero, entendendo-as muito mais como uma organização terrena – como um partido político ou uma grande empresa – e muito menos como a instituição que, derivada do apóstolo Pedro, constitui a base moral da civilização ocidental.</p>
<p>Uma das amostras sobre o caso veio de Renato Ricci, colunista da revista Exame, que, em artigo intitulado “O Novo CEO da Igreja”, comparou a escolha do próximo Papa a um processo seletivo onde se almeja encontrar um “novo executivo” para gerir “uma organização poderosa e enraizada em todo o planeta”.</p>
<p>Dois dias antes, na concorrente IstoÉ Dinheiro com o título “Procura-se um CEO para o Vaticano”, uma matéria de temática semelhante mas ainda mais pesada buscou evidenciar uma possível crise da fé, apontando não só uma redução no número de fiéis mas também as indenizações a serem pagas pela Igreja por conta dos casos de pedofilia nos Estados Unidos.</p>
<p>Ainda na ofensiva anticatólica, o grupo feminista Femen, conhecido pelos contraditórios protestos de seios amostra contra o turismo sexual, foi a Catedral de Notre-Dame (Paris), mais uma vez com mulheres seminuas, comemorar a renúncia de Bento XVI com placas como “Papa, o jogo acabou”.</p>
<p>O fato, no entanto, é que tanto os jornais citados como o grupo feminista em questão acabam por dever, e muito, à Igreja que eles mesmos criticam. Em breve argumento, foi Santo Agostinho que versou sobre o livre arbítrio ainda no século IV, servindo de base para filósofos como Kant e Hayek que, um milênio depois, propagaram de forma tão brilhante a importância da liberdade de expressão e da democracia.</p>
<p>Santo Agostinho, aliás, é um dos doutrinadores frequentemente citados pelo atual pontífice que, antes de assumir o posto, já era considerado na Igreja Católica como um de seus maiores teólogos em vida.</p>
<p>Este, como sempre fizera com suas obras, desenvolveu um pontificado de bastidores. Não era uma figura carismática como seu antecessor, Papa João Paulo II, mas acabou por dar um novo tom ao Vaticano quando deixou de lado o costumeiro silêncio clérigo e abriu as portas para a punição dos pedófilos que manchavam o carisma católico.</p>
<p>Seus atos, no entanto, foram mais internos do que externos. Sua busca não era pela imagem pública mas por uma reforma na instituição que, pela influência humana, acabara por sofrer danos com o avançar do tempo. Conseguiu fazê-lo mas acabou criando inimizades e, ainda assim, foi vidraça de grupos que, como o Femen, preferem publicidade à efetividade.</p>
<p>Sua renúncia demonstra não fraqueza, mas uma força absoluta de alguém que, sabendo dos desafios a serem enfrentados, deixou suas paixões terrenas de lado para servir à Igreja de São Pedro, cedendo lugar para alguém que poderá agir com muito mais vigor nos rumos que o catolicismo seguirá.</p>
<p>Assim sendo, a disputa que veremos nas próximas semanas, muito mais do que a escolha de um novo Steve Jobs, passa pela fé cristã de acreditar que, iniciado o Conclave Papal, cardeais de todo o mundo farão como Bento XVI, deixando de lado as paixões terrenas, para poder apontar, de maneira coesa, o próximo Santo Padre que terá como missão representar o Santíssimo na manutenção dos valores ocidentais e do carisma de Cristo.</p>
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		<title>Barcos e bicicletas</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 15:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Correio do Povo em 15/02/2012 &#8211; Versão mais longa no Instituto Liberdade e AGAFISP) Ano após ano, o trânsito que domina as principais estradas do país no período carnavalesco acaba por trazer à tona o quão ineficiente e &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=851">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">(Publicado pelo <a href="http://www.interjornal.com.br/noticia.kmf?canal=7&amp;cod=19792476" target="_blank">Correio do Povo</a> em 15/02/2012 &#8211; Versão mais longa no <a href="http://www.il-rs.com.br/site/info/det_artdestac.php?recordID=1999" target="_blank">Instituto Liberdade</a> e <a href="http://www.agafisp.org.br/index.cfm?op=not&amp;nt=4233" target="_blank">AGAFISP</a>)</p>
<p>Ano após ano, o trânsito que domina as principais estradas do país no período carnavalesco acaba por trazer à tona o quão ineficiente e caótica é a estrutura de transportes do Brasil. Seja por mar, terra ou ar, o brasileiro que decide viajar tem de se planejar muito bem para fazer a diversão de sua viagem compensar o estresse que invariavelmente passará ao tentar chegar ao seu destino.</p>
<p>Ao se analisar o que acontece pelo mundo, no entanto, percebe-se que a deficiência brasileira não reside na falta de ideias inovadoras, mas na aversão a seguir o que já deu certo em nações mais avançadas.</p>
<p>O primeiro passo para sanar tal problemática foi dado com a privatização de alguns dos principais aeroportos do país. O resultado tem sido menos caos e mais conforto para passageiros. Falta ainda uma reforma mais profunda no sistema aéreo, afinal, se é possível cruzar da Espanha ao Marrocos pagando apenas R$ 92,00 por que o valor da ponte Rio-São Paulo não poderia ser ainda menor?</p>
<p>A resposta para a questão esbarra na política. Conhecido por se tratar de um mercado oligopolista, o competido nicho das empresas aéreas detém um poder de lobby que consegue manter uma carga burocrática grande o suficiente para impedir que novos players se aventurem no mercado brasileiro. Com isso, a máxima econômica não falha: se a demanda é alta e a oferta é restrita, não existe forma de fazer os preços caírem.</p>
<p>Igualmente ocorre nas rodoviárias. Mesmo estando lotadas sempre que um feriado prolongado surge, raras são as linhas intermunicipais compartilhadas por mais de uma empresa. Sob a justificativa de que não seria viável operar em concorrência, o lobby do segmento faz com que licitações de linhas terrestres se restrinjam sempre a uma única empresa que, detendo o monopólio, tem o poder de oferecer serviços de péssima qualidade a preços acima da realidade.</p>
<p>Esse, dizem elas, é resultado das péssimas condições de nossas estradas que não têm avançado o suficiente em nenhum dos estados onde é mantido o controle público sobre as mesmas. Mais uma vez a solução está mais evidente do que parece: com a privatização de diversas rodovias, percebeu-se que acabar com os buracos, além de não custar nada aos cofres públicos, pode garantir o fim de alguns gargalos por onde o dinheiro público costumava desaparecer sem maiores explicações.</p>
<p>Cabe, no entanto, seriedade de nossos governantes tanto na hora de realizar os processos de concessão como no tocante ao cálculo de um novo IPVA que, por exemplo, permita a dedução de parte dos valores gastos com pedágios.</p>
<p>Nessa realidade, nosso papel é não cair no conformismo e utilizar a mídia e as urnas para promover mudanças. Do contrário, não nos restará outra opção, se não investir em barcos e bicicletas.</p>
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		<title>The Brazilian electoral countdown</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2013 15:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[(Published at the Eurasia Review) Formerly praised by international analysts as a paradise for investors that would like to flee the European crisis, Brazil seems to be having some troubles in sustaining its market beauty as mainstream media portals such &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=849">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">(Published at the <a href="http://www.eurasiareview.com/27012013-the-brazilian-electoral-countdown-analysis/" target="_blank">Eurasia Review</a>)</p>
<p>Formerly praised by international analysts as a paradise for investors that would like to flee the European crisis, Brazil seems to be having some troubles in sustaining its market beauty as mainstream media portals such as the Financial Times and The Economist have been dedicating big headlines to expose the presidential struggle in order to secure positive economic indexes.</p>
<p>Among the most alarming numbers, it is possible to highlight the negative result of a subtraction involving the inflation rate of 2012 and the respective economic growth – what means that, by the end of the year, the country’s development was not only below the government expectation but also negative, if relative data is taken into consideration.</p>
<p>Besides the risk of getting back to the years when economic instability haunted the country, the main concern that must be arisen accrue from the political scenario as Dilma Rousseff has just announced her intention to run for re-election right after Aécio Neves and Eduardo Campos, both popular and charismatic leaders, confirmed their intention of being the future Brazilian president.</p>
<p>Understanding it better, while Aécio Neves is the opposition leader, grandson of the first post-dictatorship civilian president and former Governor of Minas Gerais (Southeast region) with approval rates above 80%, the socialist Eduardo Campos dwells Dilma’s political ground, also being the grandson of a well-known politician and enjoying high approval ratings as the Governor of Pernambuco (Northeast region).</p>
<p>Wasn’t it hard enough, Mrs. Rousseff – even relishing great popularity rates – has been facing not only bad economic results but also several corruption crises inherited from Luiz Inácio da Silva, former president and her political sponsor.</p>
<p>As the elections are not far away, it means that the next 19 months are going to be replete – from both sides – with government overspending, populist proposals and protectionism (as it is how politicians manage to stimulate donations from large entrepreneurs).</p>
<p>Actually, the first step was already given: a new law is being proposed in order to loosen the restriction knots that regulate public budgeting and spending, allowing executive branches to increase their debts, among other issues related to fiscal responsibility.</p>
<p>The second one, personally announced by the president on all the open TV channels, calls for a reduction in energy expenses in the range of 20%. The problem lies on the fact that it aims to increase consumption in the exact moment when hydroelectric reservoirs are not being enough to provide energy to the country.</p>
<p>In the end, if the future follows historical trends, the country economy will not only be far from being the apple of big investors’ eyes, but it may also get back to the times when its people used to strive to calculate how much a bag of rice or a package of meat would be costing on the next day.</p>
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		<title>“Em vez de corrigir falhas de mercado, regulações servem a interesses de alguns”</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jan 2013 15:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Blog do Instituto Millenium na Revista EXAME) Conforme noticiado no post com o economista Alfredo Marcolin Peringer, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará diversas denúncias de regulação indevida do Estado no mercado como a cobrança do ICMS nas vendas &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=854">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(Publicado pelo <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2013/01/25/em-vez-de-corrigir-falhas-de-mercado-regulacoes-servem-a-interesses-de-alguns/" target="_blank">Blog do Instituto Millenium</a> na Revista EXAME)</p>
<p>Conforme noticiado no <a href="http://www.imil.org.br/destaque/alfredo-marcolin-peringer-analisa-papel-stf-em-casos-de-intervencionismo/">post com o economista Alfredo Marcolin Peringer</a>, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará diversas denúncias de regulação indevida do Estado no mercado como a cobrança do ICMS nas vendas feitas pela internet e a obrigatoriedade de veiculação de mensagens educativas sobre trânsito em propagandas de automóveis no rádio, na televisão, em jornal, revista e outdoor. Para entender melhor o papel do Supremo no julgamento dos casos de intervencionismo, o Instituto Millenium também conversou com o economista<a href="http://www.imil.org.br/author/joao-victor-guedes/?submit=ver"> João Victor Guedes</a>, que é tesoureiro da Federação Internacional de Juventudes Liberais (IFLRY).</p>
<p><strong>Instituto Millenium: Como você avalia a atuação do STF nesses casos?<br />
</strong><strong>João Victor Guedes:</strong> O assunto é muito pertinente e o fato de ter atraído a atenção do STF demonstra o quão essencial é a questão, uma vez que envolve não só os orçamentos públicos mas problemas como a sobrevivência do meio empresarial no país, os bens disponíveis para o consumidor final e até o mercado de trabalho.</p>
<p><strong>Imil: Qual o interesse do governo ao criar tantos mecanismos de regulação da economia?</strong><br />
<strong>JVG: </strong>Tratando da questão governamental, é necessário entender a motivação dos municípios, estados e da União em regular cada vez mais. Para tal, vale perceber seus dois pilares principais: a necessidade de aumentar seu orçamento para que legisladores e executores tenham cada vez mais recursos para investir em suas bases eleitorais; e a pressão que lobistas exercem no dia a dia sobre os Poderes, fazendo com que políticos acabem se deixando levar pelos interesses de empresários que não têm a livre concorrência como objetivo, mas a dominância de mercados.</p>
<p>Em específico para este segundo caso, tais regulações, em vez de funcionar para corrigir falhas de mercado, acabam servindo aos interesses daqueles que já têm certa dominância no segmento e se esforçam, com a regulação excessiva, para impedir que novos <em>players</em> se desenvolvam como concorrentes.</p>
<p><strong>Imil: Como ficam os empreendedores diante dessa situação?</strong><br />
<strong>JVG:</strong> Atualmente, a carga tributária do Brasil se equipara aos países nórdicos, ao mesmo tempo em que seus serviços não conseguem igualar nem mesmo os de seus parceiros pobres da América do Sul. A questão é tão absurda que, frente a um projeto de lei lançado pelo senador Renan Calheiros a fim de discriminar impostos nas notas fiscais, a crítica maior se deu pela impossibilidade de identificar todos os impostos, sendo impraticável o custo com serviços contábeis para se conhecer melhor o quanto se paga em tributos. Quem consegue manter seu próprio negócio, gerando empregos e riqueza, é um grande herói, por vencer não só no mercado competitivo mas na luta contra tributos excessivos e regulações.</p>
<p><strong>Imil: De que forma as ingerências estatais no mercado prejudicam os consumidores?</strong><br />
<strong>JVG:</strong> Quem acaba sempre perdendo é o contribuinte, que paga impostos por todas as atividades que realiza, não vê seu dinheiro retornar como serviços públicos de qualidade e ainda acaba tendo que pagar preços absurdos para obter produtos de qualidade mediana. Neste ponto, aliás, não são poucas as análises que mostram a diferença entre preços, por exemplo, do mesmo carro no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, se paga um absurdo pelo que um trabalhador de salário mínimo compraria em um ano na América do Norte.</p>
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		<title>O fim do dever de casa</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 00:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Jornal do Commércio, Últimas Notícias, O Norte de Minas e Gazeta de São João del-Rei) Já não é de hoje que sinto calafrios ao ouvir falar da política econômica francesa. O que poderia ser apenas um trauma de infância ou &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=842">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>(Publicado pelo <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/voz-do-leitor/noticia/2012/12/05/o-fim-do-dever-de-casa-65817.php" target="_blank">Jornal do Commércio</a>, <a href="http://www.ultimasnoticias.inf.br/?pg=15" target="_blank">Últimas Notícias</a>, <a href="http://www.onorte.net/noticias.php?id=41411" target="_blank">O Norte de Minas</a> e <a href="http://www.gazetadesaojoaodelrei.com.br/site/2012/12/artigo-o-fim-do-dever-de-casa/" target="_blank">Gazeta de São João del-Rei</a>)</em></p>
<p>Já não é de hoje que sinto calafrios ao ouvir falar da política econômica francesa. O que poderia ser apenas um trauma de infância ou uma raiva reprimida desde que paguei quinze euros em um queijo quente na cafeteria do Louvre, no entanto, se mostra cada vez mais como um sentimento racional e embasado, se não cientificamente, pelo menos nas manchetes dos jornais que fazem a cobertura daquele país.</p>
<p>Ao que parece, tenho uma visão que em muito de aproxima à do economista Philipp Bagus que em 2010 lançou o livro “A Tragédia do Euro”, publicado em quatorze línguas, onde analisa como a moeda única, desenhada e liderada por franceses, conseguiu quebrar o continente mais rico do planeta, fazendo com que fossem à falência bancos antes considerados os mais seguros do mundo.</p>
<p>Entre os motivos, sugere que desde Napoleão Bonaparte, o paternalismo estatal francês é tamanho que não há limites que separem a ação do Estado às liberdades individuais do cidadão – seja ele de qual classe for. Daniel Mitchell, economista do Cato Institute, ironizou a situação atual dizendo estarmos, sem sombras de dúvidas, no apocalipse, uma vez que até a burguesia francesa – tradicionalmente tão estatista quanto os sindicalistas – começara a reclamar do tamanho excessivo atingido pelo governo.</p>
<p>O mestre disso tudo é o sucessor de Nicolas Sarkozy, o atual presidente François Hollande, autor do novo imposto que pretende taxar ricos em 75% (sim, 75%!) de seus ganhos. Aliás, vale abrir um parênteses sobre este caso: logo após anunciar a medida, monsieur Hollande viu Bernard Arnault &#8211; homem mais rico da França, atual dono de marcas como Christian Dior e Louis Vuitton – solicitar a cidadania belga, o que o permitiria se negar ao pagamento do imposto francês passando a pagá-lo, de forma infimamente menor, na vizinha Bélgica.</p>
<p>Não bastasse isso, o presidente socialista decidiu inovar no meio educacional. Apontando para a problemática social onde, segundo ele, crianças ricas tendem a se desenvolver mais por contarem com a ajuda dos pais, enquanto crianças pobres não têm a quem recorrer por seus pais não serem educados, decidiu que a melhor solução para promover a igualdade social seria banir o dever de casa.</p>
<p>Confesso que, mesmo se tratando da França, fiquei meio perplexo quando tomei conhecimento sobre a notícia. Ainda assim, conhecendo bem o histórico do governismo napoleônico, me preparei para o pior. E ele chegou!</p>
<p>Com uma breve pesquisa sobre o assunto, descobri que a medida faz parte de uma ofensiva do Partido Socialista para tentar equiparar a educação de seu país com a dos igualmente industrializados – que vem apresentando índices mais elevados nos últimos anos. Pelo que afirmam os partidários de Hollande, a idéia é fazer com que os ensinos médio e fundamental se tornem mais atrativos para as crianças, ajudando-as a melhorar seus níveis de leitura e conhecimentos científicos.</p>
<p>Sabendo que a proposta faz parte de um plano que almeja impactos ainda maiores na educação, tenho certo pavor de imaginar quais seriam os demais pilares a serem levantados pelo Ministério da Educação de lá.</p>
<p>São essas e outras que me fazem crer que nem tudo está perdido por aqui. Apesar das bizarrices do mundo político, a linha de ação de nossos governantes ainda se limita a velha e costumeira corrupção ortodoxa, sem muita criatividade ou força de vontade para fazer diferente.</p>
<p>Seja isso uma crítica ou elogio, o bom é que, de certo, pelo menos por aqui nossos filhos continuarão a trazer seus deveres para casa.</p>
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		<item>
		<title>Uma Revolução Tributária</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2012 12:37:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Jornal do Brasil, Instituto Liberdade, Leopoldinense, O Norte de Minas e Contábil Rossi) A Câmara Federal parece ter dado uma bola dentro na última semana. Aprovou em votação relâmpago o projeto que obriga empresas a detalhar até nove impostos &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=845">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(Publicado pelo <a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2012/11/21/uma-revolucao-tributaria/" target="_blank">Jornal do Brasil</a>, <a href="http://www.il-rs.org.br/site/info/det_impostos.php?recordID=535" target="_blank">Instituto Liberdade</a>, <a href="http://www.leopoldinense.com.br/base.asp?area=colunas&amp;id=2924" target="_blank">Leopoldinense</a>, <a href="http://www.onorte.net/noticias.php?id=41261" target="_blank">O Norte de Minas</a> e <a href="http://www.contabilrossi.com.br/index.php/noticia/detail/67" target="_blank">Contábil Rossi</a>)</p>
<p>A Câmara Federal parece ter dado uma bola dentro na última semana. Aprovou em votação relâmpago o projeto que obriga empresas a detalhar até nove impostos municipais, estaduais e federais na hora de anunciar preços ou apresentá-los em notas fiscais.</p>
<p>A idéia que se baseou em uma iniciativa popular que recebeu mais de um milhão de assinaturas foi proposta pelo senador Renan Calheiros como alteração ao Código de Defesa do Consumidor incluindo na lista de discriminações o ICMS, ISS, IPI, IOF, IR, CSLL, PIS/Pasep, Cofins e Cide.</p>
<p>É verdade que a questão não é nova, e já pode ser vista, por exemplo, em hotéis e outros estabelecimentos de turismo que discriminam preço e imposto na hora de cobrar por seus serviços. Mas, ainda assim, promete mudar muita coisa em nossa economia.</p>
<p>No exterior, pelo menos, foi assim que aconteceu. Lembro-me de minha primeira visita aos Estados Unidos quando, ainda criança, perguntei a uma lojista brasileira por que o preço final dos objetos não ficava estampado na vitrine. Um pouco confuso com a discriminação de taxas, insisti nos questionamentos e perguntei se o modelo não era complicado demais. A empreendedora naturalizada respondeu com brilho nos olhos: “Assim sabemos quanto vai para o governo e podemos cobrar com ainda mais confiança por sabemos que aquele dinheiro é nosso. E por aqui, você deve imaginar, os políticos realmente trabalham!”</p>
<p>Na hora concordei, mas só fui entender realmente do que se tratava alguns anos depois quando tive noção do tamanho da carga tributária brasileira e, ao conhecer outros países, perceber que a precariedade de nossos serviços públicos não se repetia na maior parte de nossos parceiros econômicos.</p>
<p>O projeto, que já conta com a repulsa do ministro da Fazenda, promete criar polêmica. A primeira delas é a viabilidade econômica de se implementar o modelo caso o projeto seja aprovado. Lucrarão, com toda a certeza, contadores e tributaristas que passarão a ser contratados exclusivamente para fazer tal cálculo sobre cada produto a ser comercializado. Perderão dinheiro, na outra ponta, as esferas públicas que verão um maior índice de sonegação, resultado da pergunta que virará clichê: “E sem imposto, quanto fica?”</p>
<p>O lojista, por sua vez, terá um prejuízo no curto prazo, por ter de gastar com aqueles que discriminarão seus preços, mas, com o correr do tempo, acabarão se aproveitando da medida como uma verdadeira escola sobre direito tributário e contabilidade, tendo um incentivo ainda maior para aumentar seu entendimento sobre o próprio negócio e planejar de maneira mais efetiva suas compras e vendas – principalmente quando levando-se em conta o pequeno empresário que, no cenário atual, é famoso por seu conhecimento precário sobre planejamento econômico.</p>
<p>Por outro lado, a questão política estará fervendo tanto no curto como no longo prazo. O efeito imediato gerado pela discriminação de preços será a revolta eleitoral: “Para onde está indo meu dinheiro?”; “Por que preciso pagar tanto se não recebo nada de volta?”; “Por que não me deixam gastar meu próprio dinheiro como eu bem entender?”; e “Quem pagará a conta do meu contador?” virarão novos clichês de nossa economia no curto prazo.</p>
<p>No longo, questão ficará ainda mais interessante pois esse novo dia-a-dia tributário fará com que a memória do consumidor esteja fresca na hora de eleger seus representantes. Será comum ver nos horários eleitorais gratuitos promessas de reformas tributárias, corte massivo nos impostos, simplificação do sistema e outras idéias que já há alguns anos são apontadas como fundamentais para que o Brasil alcance o tão sonhado patamar de economia desenvolvida.</p>
<p>Por agora, nos cabe esperar, multiplicar a idéia e pressionar, com as armas que temos, nossos representantes para que aprovem e implementem a medida à tempo de causar efeitos reais já no pleito de 2014.</p>
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		<title>Dilma Rousseff versus Norte-Nordeste</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2012 00:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
		<category><![CDATA[A Tragédia do Euro]]></category>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Jornal do Brasil, O Leopoldinense e O Norte) Na contramão do que é realizado em países de grandes dimensões como Estados Unidos, Canadá e China, o Governo Federal brasileiro tem dado constantes mostras de que sua motivação centralizadora &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=838">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Publicado pelo <a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2012/11/04/dilma-rousseff-versus-norte-nordeste/" target="_blank">Jornal do Brasil</a>, <a href="http://www.leopoldinense.com.br/base.asp?area=colunas&amp;id=2897" target="_blank">O Leopoldinense</a> e <a href="http://www.onorte.net/noticias.php?id=41165" target="_blank">O Norte</a>)</em></p>
<p>Na contramão do que é realizado em países de grandes dimensões como Estados Unidos, Canadá e China, o Governo Federal brasileiro tem dado constantes mostras de que sua motivação centralizadora parece não ter fim.</p>
<p>Como já fizera em abril deste ano ao aprovar uma resolução no Senado minando a disputa interna entre os portos que, a fim de garantir vantagens comparativas, concediam benefícios fiscais para determinados produtos, a presidente Dilma Rousseff partiu agora para uma nova reforma no ICMS visando acabar com a guerra fiscal realizada pelas unidades da federação.</p>
<p>Na prática, isto significa que as empresas, ao decidir se instalar em estados com infra-estrutura mais debilitada – como Amapá e Roraima – pagarão o mesmo Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços do que se optarem por estados como São Paulo ou Rio de Janeiro.</p>
<p>Absurda caso sejam levadas em conta apenas diferenças básicas como a disponibilidade de serviços públicos e a qualidade das estradas, a medida se mostra ainda mais esquizofrênica ao colocar em pé de igualdade fiscal estados com diferentes posições geográficas, nível educacional da mão de obra e até mesmo perfil do mercado consumidor e índice de preços.</p>
<p>Exemplificando a questão por meio de uma análise internacionalista, é possível citar o economista Philipp Bagus que, por meio de seu livro “A Tragédia do Euro”, apontou como um dos pilares para a presente crise financeira européia a centralização monetária realizada com a criação da moeda única. Embora sob aspectos econômicos diferentes – por lá, o monetário, e por aqui, o fiscal – a questão afetou exatamente a competição realizada pelos países com diferentes realidades individuais que, a partir da formação da nova moeda, perderam parte de suas vantagens comparativas, cedendo espaço para um crescimento ainda maior das já potentes Alemanha e França, ao passo que países com menor estrutura prévia, como Portugal e Itália, acabaram por perder boa parte de sua competitividade empresarial e hoje amargam altos índices de desemprego.</p>
<p>Por aqui, caso tal medida seja aprovada, o cenário não será diferente. Enquanto estados com uma estrutura de qualidade já estabelecida acabarão por atrair ainda mais negócios, as unidades da federação com debilitações históricas perderão uma de suas únicas vantagens comparativas tendendo a ficar cada vez mais pobres.</p>
<p>O resultado esperado, diferente do que aponta o governo, seria trágico tanto no curto como no longo prazo. Ao passo que no início a migração seria realizada, no sentido norte-sul, por empresas principalmente de médio e grande porte, o segundo momento poderia ser representado por um novo êxodo, na mesma direção e ainda mais perverso, composto por famílias a caminho do Sul-Sudeste em busca dos empregos que antes existiam em suas regiões.</p>
<p>Com esta iniciativa, a presidente Dilma mostra não somente ter se esquecido de quem a elegeu em 2010 mas, principalmente, um carinho especial e repentino pelos eleitores de Fernando Haddad e Eduardo Paes.</p>
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		<title>Mais governo ou menos impostos?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2012 00:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições nos Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Redução de Impostos]]></category>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Jornal do Commercio e Instituto Liberdade) Apesar de conhecer a imprensa brasileira, confesso ter ficado surpreso ao abrir o site d’O Globo e me deparar com a manchete “Eleições nos EUA: republicano diz que gravidez após estupro é &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=835">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Publicado pelo <a href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/voz-do-leitor/noticia/2012/10/26/mais-governo-ou-menos-impostos-61606.php" target="_blank">Jornal do Commercio</a> e <a href="http://www.il-rs.com.br/site/info/det_artdestac.php?recordID=1899" target="_blank">Instituto Liberdade</a>)</em></p>
<p>Apesar de conhecer a imprensa brasileira, confesso ter ficado surpreso ao abrir o site d’O Globo e me deparar com a manchete “Eleições nos EUA: republicano diz que gravidez após estupro é ‘vontade de Deus’”. Embaixo desta, em fonte menos agressiva, chamadas remetiam para questões como as “gafes de Romney” e o quase divórcio de Obama e sua célebre esposa Michelle.</p>
<p>Tais reportes da política americana já se tornaram comuns não só nos veículos de comunicação ligados às Organizações Globo mas em boa parte dos meios de massa do país. Fala-se muito dos discursos politicamente corretos – ou incorretos – e dos deslizes cometidos em sua maioria por candidatos republicanos, mas pouco se trata do que cada partido representa para a democracia americana – além, é claro, dos impactos que a eleição de cada candidato representaria para o Brasil.</p>
<p>De fato, isso explica o resultado da pesquisa de opinião elaborada a pedido da rede britânica BBC que identificou um índice favorável a Obama de 65% dos brasileiros entrevistados. A justificativa, segundo eles, estaria no pacifismo projetado pelo atual presidente americano, além de sua cor – gerando maior identificação do que a do caucasiano Mitt Romney.</p>
<p>O que ocorre, na verdade, é um cenário relativamente diferente do que é projetado pela imprensa brasileira. Como pode ser observado durante o último debate presidencial, o candidato republicano Mitt Romney defendeu a importância de um relacionamento mais próximo com as nações latino americanas – das quais o Brasil é apontado como um dos líderes mais proeminentes – enquanto o democrata Barack Obama desviou do assunto e manteve seu discurso focado na resolução da crise financeira que afeta majoritariamente os Estados Unidos e a Europa.</p>
<p>Em relação às guerras, a diferença entre ambos residiu em uma típica anedota da política local: enquanto republicanos querem aumentar o poderio militar para não usá-lo, democratas querem reduzi-lo mas colocá-lo em exercício em todas as partes do mundo.</p>
<p>Na prática, Romney deseja aumentar o orçamento militar. Obama, por sua vez, diz não ser necessário, assumindo que o país tem força suficiente para defender Israel e atacar o Irã no momento mais oportuno – plano, aliás, compartilhado por seu rival republicano, o que demonstra que, com um ou com o outro, haverá uma nova guerra no Oriente Médio caso um milagre islâmico não faça com que Ahmadinejad encerre suas pesquisas rumo à produção de armas de destruição em massa.</p>
<p>A discordância, no entanto, acontece quando o tema da discussão é a recuperação da crise financeira. Obama, apesar da seqüência de planos fracassados, acredita que um maior investimento na economia poderia gerar empregos e fazer com os Estados Unidos voltassem ao patamar de paraíso capitalista. O problema, como aponta Romney, é que o democrata deseja fazer isso às custas de uma carga tributária ainda maior. Em sua discordância, o republicano acredita que a economia só irá se recuperar quando o governo parar de intervir, reduzindo impostos e permitindo que os cidadãos desenvolvam seus próprios negócios sem ter de carregar o peso de um governo excessivamente grande.</p>
<p>Caso a imprensa brasileira estivesse mais dedicada a prestar um serviço de educação política e informação à população, tenho a certeza de que trazendo para o Brasil este debate – de investimento público versus redução da carga tributária – acabaria por proporcionar um amadurecimento democrático muito maior do que a discussão atual em torno das gafes de Romney e do divórcio de Obama.</p>
<p>Como esperança é a última que morre, ainda temos uma semana de expectativas para ler a publicação de uma chamada verdadeiramente aprofundada nas primeiras páginas de nossos jornais, revistas e portais jornalísticos. Adaptando a típica conclusão dos discursos políticos americanos, que Deus abençoe os Estados Unidos da América, e a imprensa brasileira.</p>
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		<title>Eleições 2012. O que muda?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 18:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
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		<description><![CDATA[(Publicado pelo Instituto Millenium, Bem Paraná e na edição de 08/10/2012 do Jornal do Estado) Nada. Parece clichê, mas a verdade — e muitos pesquisadores já vêm apontando — é que o resultado eleitoral, principalmente em eleições municipais, pouco tem impactado &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=827">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>(Publicado pelo <strong><a href="http://www.imil.org.br/artigos/eleies-2012-muda-2/" target="_blank">Instituto Millenium</a></strong>, <strong><a href="http://www.bemparana.com.br/noticia/232837/eleicoes-2012-o-que-muda" target="_blank">Bem Paraná</a></strong> e<br />
na edição de 08/10/2012 do <strong>Jornal do Estado</strong>)</em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/10/Jornal-do-Estado.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-828" title="Jornal do Estado" src="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/10/Jornal-do-Estado-300x182.png" alt="" width="300" height="182" /></a></p>
<p>Nada. Parece clichê, mas a verdade — e muitos pesquisadores já vêm apontando — é que o resultado eleitoral, principalmente em eleições municipais, pouco tem impactado nos rumos da administração pública.</p>
<p>O já falecido cientista político William Riker, professor da Universidade de Rochester, foi um dos primeiros a tratar sobre o assunto ainda na década de 60 quando lançou o livro The Theory of Political Coalitions, integrando teorias de análise econômica ao meio político, a fim de mostrar que a atitude dos agentes públicos estaria mais relacionada ao seu ganho pessoal e ao fortalecimento de seu grupo do que à linha programática de seu partido.</p>
<p>O estudo, tendo por base a política americana, foi desenvolvido ao redor do mundo e deu origem ao que se conhece hoje como a Teoria da Escolha Pública — que se trata de uma série de análises de números e palavras a fim de identificar a motivação da classe política ao governar.</p>
<p>Riker, caso nascesse no Brasil, teria um prato cheio de informações para aprofundar ainda mais sua tese. Seja no nível federal, onde o Partido dos Trabalhadores copiou integralmente o modelo econômico de seu antecessor Tucano, ou no municipal, onde os partidos só mostram suas cores e seus programas durante os poucos meses eleitorais, poucos são os políticos que realmente imprimem em seus mandatos uma marca independente e ideologizada.</p>
<p>O fato é que, como o eleitor já percebeu, boa parte dos agentes políticos age com base em pesquisas de opinião e em respeito aos interesses daqueles que financiarão suas futuras campanhas — ambos fatores que permanecerão os mesmos independente de quem esteja no poder.</p>
<p>É por este motivo que, mesmo tendo 29 partidos políticos à disposição do eleitor, temos ouvido cada vez mais a típica frase, “este ano está difícil escolher em quem votar&#8230;” — outro clichê de nosso meio político.</p>
<p>No entanto, nem tudo está perdido. Diferente do que acontecia nas últimas décadas, temos visto uma forte movimentação da sociedade civil, que vai desde a mobilização independente via Facebook até o lobbysmo das organizações literalmente não governamentais – aquelas sem financiamento público nem intervenção partidária.</p>
<p>Tais atividades vêm moldando um comportamento mais crítico do cidadão que, apesar de péssimo eleitor — por falta de vontade e de opções — tem conseguido pressionar os poderes públicos a se guiar de forma mais ética do que no passado. O reflexo é nítido e pode ser visto na busca constante pela austeridade no Governo Federal — incluindo a privatização dos aeroportos — e o uso eficiente da Cidade da Música no Rio de Janeiro — antes alvo constante de políticos de todos os grupos adversários a Cesar Maia.</p>
<p>Ainda que votar seja importante, estamos descobrindo cada vez mais que o “show da democracia”, como gostam de bradar políticos das mais diversas ideologias, se faz não de quatro em quatro anos durante eleições, mas todos os dias, quando o cidadão, por diversos meios, expressa sua opinião e força agentes públicos — independente de seus partidos — à se guiar pelo caminho da moralidade, da austeridade e do respeito ao indivíduo.</p>
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		<title>Brasil deve planejar economia a longo prazo para crescer</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2012 18:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Victor Guedes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Política]]></category>
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		<category><![CDATA[PIB Trimestral]]></category>
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		<description><![CDATA[O PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre desse ano, na comparação com o primeiro, e 0,5% em relação ao mesmo período de 2011 Mariana Branco da Agência Brasil (republicado pela Revista EXAME) Para sustentar nível satisfatório de crescimento, o Brasil precisa realizar mudanças &#8230; <a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/?p=823">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>O PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre desse ano, na comparação com o primeiro, e 0,5% em relação ao mesmo período de 2011</strong></p>
<p style="text-align: right;">Mariana Branco da <strong>Agência Brasil</strong> (republicado pela <strong><a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-deve-planejar-economia-a-longo-prazo-para-crescer" target="_blank">Revista EXAME</a></strong>)</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/10/JVnaExame.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-824" title="JVnaExame" src="http://www.joaovictorguedes.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/10/JVnaExame-300x228.png" alt="" width="300" height="228" /></a></strong></p>
<p>Para sustentar nível satisfatório de crescimento, o Brasil precisa realizar mudanças na economia que se sustentem a longo prazo. A avaliação é do economista João Victor Guedes. Para ele, o governo está focado em bons resultados no curto prazo e toma medidas imediatistas.</p>
<p>Por esse motivo, diz, o país cresce a taxas abaixo dos demais membros do grupo Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), formado por países cujas economias estão em ascensão.</p>
<p>O economista faz parte do Instituto Milenium, uma organização da sociedade civil formada por intelectuais, empresários e acadêmicos para estudar a economia e os valores da sociedade brasileira.</p>
<p>João Victor Guedes avaliou o crescimento da economia brasileia porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado trimestral do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.</p>
<p>O PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre desse ano, na comparação com o primeiro, e 0,5% em relação ao mesmo período de 2011. No semestre, houve variação positiva de 0,6% e, no acumulado de 12 meses, a economia cresceu 1,2%. Em valores correntes, a soma das riquezas do Brasil ficou em R$ 1,1 trilhão no segundo trimestre de 2012.</p>
<p>O economista destaca que o crescimento trimestral do PIB foi sustentado principalmente pela agropecuária, que avançou 4,9% frente aos primeiros três meses do ano.</p>
<p>Ele ressalta que a atividade vai bem em função das exportações, sustentadas pela desvalorização cambial promovida pelo governo e pela queda da produção em outros países &#8211; principalmente os Estados Unidos, que enfrentam uma seca &#8211; e a consequente alta no preço.</p>
<p>Guedes chama a atenção para a natureza temporária de políticas nacionais de estímulo ao consumo, como a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre carros, móveis e artigos da chamada linha branca.</p>
<p>&#8220;O Brasil precisa fazer reformas perenes, que o preparem para o crescimento que quer ter. A primeira e mais importante seria a reforma tributária, com uma carga [de impostos] que não seja punitiva para o produtor e para o próprio trabalhador. Isso traria um aumento natural do consumo&#8221;, analisa.</p>
<p>Para o economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB), a meta de crescimento para 2012 anunciada pelo Ministério da Fazenda de 4,5% está &#8220;fora da realidade&#8221;.</p>
<p>Ele acredita que a variação do PIB ficará abaixo da projeção mais modesta do Banco Central, de 2,7%. &#8220;Considerando que no primeiro semestre [o PIB] cresceu 0,6%, acredito que a gente corra o risco de crescer menos de 2% no ano&#8221;, opinou.</p>
<p>Para Piscitelli, os números mais preocupantes referem-se à indústria, que registrou queda de 2,5% no segundo trimestre de 2012 na comparação com o primeiro.</p>
<p>&#8220;Há um processo de queda continuada. O que ainda está sustentando o aumento do PIB é a alta do consumo, mas esse é outro dado que preocupa. O investimento e o consumo governamentais estão chegando ao seu limite. Está-se falando muito em recuperação e em retomada [da economia aquecida], mas o cenário não está muito claro&#8221;, avalia.</p>
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