Quando discordar ou concordar com @AlonFeuerwerker

Acabei de ler o primeiro texto do ano do Blog do Alon Feuerwerker (Correio Braziliense) e considerei bem interessante sua análise sobre quais serão os temas debatidos na campanha presidencial deste ano que se inicia.

Alias, concordei com a análise do cenário, não com a conclusão opinativa dada sobre o que será necessário ou não para colocar o Brasil no rumo certo.

Digo isso porque achei fantástica a previsão de que a ministra Dilma colocará como ponto máximo a eficiência pública com as propostas para a Reforma do Estado enquanto o governador Serra focará nos gastos e investimentos públicos com obras de infra-estrutura e do tripé saúde-educação-segurança.

Por outro lado, como bem afirmei, discordo quando ele traça um comparativo entre a estagnação européia e o desenvolvimento chinês e sugere umas “pinceladas chinesas no modelo brasileiro”, ou seja, a proposta de Dilma.

Reformar o Estado todos nós sabemos que é necessário mas será que é para tender ao comunismo chinês? O desenvolvimento por lá anda a galopes, é verdade. Mas é embasado pelo autoritarismo governamental, pela dominância do Estado sobre as ações do indivíduo, por um alto índice de corrupção e por um ditador que não tem medo de manipular dados para se beneficiar do mercado internacional enquanto explora seu povo, sob os pretextos da já citada neste blog “Revolução dos Bichos” de George Orwell.

Prefiro o modelo europeu de eficiência onde o crescimento é pequeno mas responsável e visível aos olhos de todos, não cria bolhas financeiras e não deixa sequelas em sua população.

É por isso que em outubro votarei no Serra para a presidência do país.

Atualização: Recebi mensagem do Alon Feuerwerker, jornalista pelo qual tenho enorme admiração e respeito, pedindo que deixasse claro aqui que quando tratou das “pinceladas chinesas” se referiu unicamente à questão econômica, não à política.

Minha leitura também foi neste sentido e peço desculpas caso não tenha ficado claro. A questão é que ainda assim considero muito delicado adotar qualquer que seja o exemplo chinês pelos mesmos motivos descritos em meu breve texto. O autoritarismo também residente em sua economia é preocupante porque dá ao Governo um poder de deliberação grande o suficiente para afetar as liberdades individuais de cada cidadão.

Isso gera, na minha visão, o autoritarismo político.

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