A Onda, Minha Luta e o perigo fascista

Tudo começou com uma simples pergunta: “Será que a Alemanha de hoje estaria a mercê de uma nova ditadura”?

É neste cenário que se desenvolve o enredo do filme “A Onda” (Die Welle, 2008), baseado em fatos reais, onde um professor anarquista acaba por gerar um grupo fascista fora de controle a partir de uma estranha experiência pedagógica em seu colégio.

O trabalho do diretor alemão Dennis Gansel é tão fantástico que no filme é possível ver claramente todos os aspectos, políticos e psicológicos, que moldaram a construção do nazismo e fizeram com que, a partir da mente de Hitler, tomasse o corpo do regime que dominou a Alemanha por quase três décadas.

Isso fica ainda mais claro para os que leram “Minha Luta” (Mein Kampf, 1925), autobiografia de Adolf Hitler, onde o lobo é literalmente colocado em pele de cordeiro para descrever o projeto doentio nazista de forma tão atraente para atingir todos aqueles que vieram a se tornar seus seguidores.

A história dos dois se mistura e mostra que o terror pode muito bem se esconder em discursos progressistas e pacíficos. Mostra perfeitamente que nenhum país, por mais avançado que seja, está livre de uma nova ditadura.

Mostra que o sectarismo cria radicalismo e que a guerra interna, seja de classes, raças ou do que for, é a pior escolha para todos os lados.

Paradoxo Internacional: Quem é o Brasil?: O Professor Sérgio Júnior aceitou a proposta e expandiu, a partir de seu blog, ainda mais o debate sobre o post aqui iniciado. Acompanhe o debate que em breve teremos novidades por aqui!

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