Liberalismo: a última alternativa ao Haiti

A situação no Haiti chegou a um ponto que, caso não mergulhem de cabeça em um liberalismo econômico total, cairá nas mãos da opressora maquina socialista latinoamericana.

Afirmo isso em contraponto ao que o mercado internacional vem estimulando, por meio de magníficos aportes financeiros, dando nas mãos de um governo local corrupto as ferramentas para a implantação de uma social democracia.

Falarão os críticos ao mercado que a iniciativa privada não promoverá a construção do país. De certo ponto até concordo… Aquilo que os governos internacionais já estão fazendo o mercado não fará. Deixem que o Brasil, os Estados Unidos e a ONU o continuem fazendo.

Logo então terão as bases estruturais para começar uma reconstrução e, por sua localização privilegiada no Caribe, tem toda a pré-disposição necessária para os mercados do turismo, agricultura exportadora e produção industrial de baixo custo para suprir mercados vizinhos.

Para isto existem duas alternativas: confiar em uma reforma administrativa do Estado, o que não vai acontecer por conta do Governo que além de incompetente para gerir recursos é corrupto; ou começar a exigir contrapartidas sobre investimentos internacionais, como já faz o FMI e o BID.

O que não se pode é deixar o país cair em mais uma ditadura opressora latinoamericana – situação iminente pela revolta populacional – ou perder sua identidade local estando submisso a uma metrópole, como prega o presidente Lula (via Noblat).

Sugiro a leitura de “Desenvolvimento não se compra“, escrito por Rainer Erkens do Insituto Friedrich Naumann.

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2 thoughts on “Liberalismo: a última alternativa ao Haiti”

  1. Muito bem colocado Victor. A ajuda externa, paradoxalmente, piora a situação. Ela é geralmente em forma de alimentos, remédios, e outros bens básicos. E é direcionada ao governo, que distribui corruptamente aos seus “amigos” que vendem os produtos no mercado. Obviamente, os produtores locais desses produtos vão à falência. Abraços!

  2. Obviamente um terremoto pode acontecer em qualquer lugar e nao é a culpa da classe política. Mas este desastre que provoca a simpatia de todo o mundo para as vítimas revela uma verdade tristíssima.
    Haíti é um caso clássico do impacto devastador que apoio internacional pode ter para um país. Falamos do segundo páis independete das Américaas (já em 1804, somente depois dos Estados Unidos). Existem poucos países no mundo que per capita receberam tanta ajuda por partes dos páises desenvolvidos do que Haíti. O resultado é um país totalmente dependente de ajuda externa onde os elementos mais ativos tem que emigrar para ganhar a sua vida.
    Os estrangeiros apoiaram nao o desenvolvimento mas o subdesenvolvimento de Haíti porque financiaram a miséria em vez de terminá-la. Permitiram a classe política do país continuar com a sua falta de responsabilidade, a sua frivolidade, a sua opressao dos direitos humnaos, e desta maneira fizeram mais fácil evitar mudanças.
    Que pena!

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