eDemocracy: aprendendo a ouvir digitalmente

Em palestra ministrada no III Encontro Nacional da Juventude Democratas, o blogueiro e âncora do CQC, Marcelo Tas, nos alertou para a grande vantagem que é o Twitter:

“Devemos ouvir mais do que falar. O Twitter pode ser o termômetro do sentimento popular daquilo que fazemos. Após o primeiro CQC, por exemplo, fiz questão de ler, uma por uma, todas as mensagens elaboradas com o nome do programa”. 

Andrea Matarazzo, então secretário da prefeitura paulista, já havia entendido o recado. Fora um dos primeiros gestores públicos a utilizar a ferramenta digital como um canal de troca de informações entre sua secretaria e os cidadãos interessados.

O ex-prefeito carioca Cesar Maia é outro que sempre seguiu a idéia. Famoso por seus pitacos virtuais por meio de seu Blog (transformado em ex-Blog) e agora seu novo FormSpring, o economista foi um dos primeiros a abrir as portas do palácio da prefeitura via e-mail. Lia e respondia, diariamente, todas as mensagens recebidas em seu correio pessoal.

Recentemente, o destaque tem estado com o senador goiano Demostenes Torres que passa as noites e madrugadas – além de feriados e finais de semanas – respondendo mensagens, uma a uma, pelo Twitter.

É o mundo digital se mostrando não só como uma ferramenta para agilizar todos os processos governamentais e privados mas, também, um grande canal de comunicação que aproximará cada vez mais eleitos e eleitores para fazer da coisa pública algo muito mais mundano, como nunca deveria ter deixado de ser.

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3 thoughts on “eDemocracy: aprendendo a ouvir digitalmente”

  1. Vou acompanhar o blog, Victor!
    Conteúdo assim é sempre bom seguir.
    Particularmente, sobre este lance da eDemocracy é muito importante atualmente… quero ver como estas eleições vão ser trabalhadas na rede.

    Um abraço,

  2. Na minha opinião, os políticos aproveitando-se desta nova possibilidade caíram matando na rede. Com o tempo uma nova fórmula de comunicação acabou ficando consagrada. Para nós que recebemos as mensagens acabou se tornando, muitas vezes, um hábito rotineiro, sem-graça.
    E o pior de tudo é que até mesmo os jovens parecem ter incorporado essa fórmula. São poucos os políticos e usuários que fogem a regra.
    O resultado disso é que o interesse pelo twitter vem caindo, juntamente com o número de acessos ao site, bem como o tempo de cada usuário neste.
    É preciso que a classe política e os tuiteiros de plantão revejam seus métodos.

  3. É. E também observo que jovens ( sem nenhum interesse por política) através do Twitter são levados a reflexão e ao despertar para essa consciência em debatermos e buscarmos essa proximidade com os nossos representantes! Um movimento que veio pra ficar e dinamizar essa comunicação!

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