Era uma vez Lula, a fábula do Brasil

Em artigo iniciado com o tradicional “Once upon a time” (“Era uma vez“) dos contos de fadas, o artigo “Lula, sanitised” (“Lula, higienizado“) da versão impressa do “The Economist” de ontem, 21, relata a fábula (“tale“) cinematográfica que tenta transformar o presidente brasileiro em mito com o financiamento de grandes empresários ligados ao Governo Federal (como afirma ao citar matéria da revista Veja ainda em sua pré-estréia.).

Cita, para justificar seu início, a forma com que o filme retrata Lula como “um estudante perfeito, um marido perfeito e um político moderado que abomina a violência” ao mesmo tempo em que corta cenas de seu livro-fonte como a do assassinato de um empresário em meio à greve de seu sindicato.

No entanto, esta tentativa frequente de transformá-lo em mito por meio de golpes midiáticos não é novidade para nós, brasileiros.

Um exemplo atual disto foi o discurso de ontem, quando Lula chamou o presidente tucano, Sérgio Guerra, de babaca de fronte a seus ministros em contraposição à sua fala de hoje para a população de Itapira (SP) quando se fez de amigo do governador, também tucano, José Serra.

São por essas e outras que a população brasileira, atenta, já percebeu o que é jogada de marketing e o que é verdade. Isso justifica o fracasso de público do filme de Lula, justifica o fracasso da “mineirização” de Dilma e justificará o fracasso eleitoral do PT em outubro.

A mídia internacional, no entanto, só está começando a perceber agora mas, mesmo assim, ainda há tempo para que se responda o que perguntou o portal latino HACER sobre o nosso presidente: “Lula ¿Cristo o Castro?

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3 thoughts on “Era uma vez Lula, a fábula do Brasil”

  1. Obrigado pela visita e pela dica, Élcio!

    Vou dar uma pesquisada maior para entender melhor os termos (técnicos ou não) do assunto!

    Grande abraço,
    João Victor.

  2. João Victor,
    excelente post. Também gostei muito do seu blog.
    Gostaria de expor uma opinião, sobre “jogada de marketing”. A ação citada é promoção por meio de mídia e egocentrismo de um senhor que possui popularidade alta. O marketing é uma ciência social aplicada que estuda o mercado e as relações de troca. Desta forma, não existe “jogada”. O correto é utilizar a palavra estratégia e somente isso, ou seja, uma ação de mídia somente não é marketing.
    Obrigado pela oportunidade do debate e novamente reitero meus parabéns pelo seu excelente post.
    Cordialmente.

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