O mito do voto obrigatório e a intervenção governamental

Alguns defensores da livre expressão, da democracia e a liberdade política tendem a cair em contradição com suas pregações quando entram em temas polêmicos.

Em alguns casos, chegam a defender verdadeiros mitos motivados pelo excesso de argumentos absorvidos de modelos opressores mas que, pela ampla repetição, acabam se transformando em verdade-popular.

Um dos seus exemplos é o caso da obrigatoriedade do voto. Tema extremamente polêmico no Brasil mas que em países mais com maior índice de liberdade como os Estados Unidos nunca foi nem levado em consideração.

A questão é simples: se o voto é um direito, se a livre expressão é permitida, por que criar um modelo obrigatório de manifestação política?

Ora essa, como se optar por não votar não fosse uma forma de manifestação. Como se o ‘voto nulo’ fosse mais expressivo do que não comparecer às urnas. Ou pior, como se não ir votar fosse culpa do eleitor e não dos partidos políticos e das escolas que não conseguiram demonstrar a importância do político para o dia-a-dia do cidadão.

Sou a favor do fim da obrigatoriedade do voto exatamente por isso: para que as eleições deixem de criar um modelo-padrão de manifestação política e passem a revelar o real interesse da população governamental.

Talvez seja por isso que os partidos de esquerda tenham tanto medo da não obrigatoriedade do voto: perceberiam, na prática, a falta de interesse da população pelo intervencionismo governamental.

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