Façamos justiça ao DEM

Do Blog do Noblat (com agradecimento à Martha Melissa pela indicação), magníficas palavras sobre o atual cenário político brasileiro. Melhor do que fazer qualquer comentário é transcrever exatamente sua fala. Nos próximos posts volto a narrar minha viagem na Alemanha.

Que tal pararmos de implicar com o DEM?

Ou melhor: que tal pararmos de implicar sem razão com o DEM?

Com razão, vale.

Quantos mensaleiros ou suspeitos de mensaleiros foram expulsos pelo PT? E quantos aloprados foram expulsos?

Aloprados foram aqueles, assim chamados por Lula, que se envolveram com a compra de um dossiê fajuto para prejudicar candidatos do PSDB às eleições de 2006 – entre eles José Serra e Geraldo Alckmin.

O senador Eduardo Azeredo (MG) foi o protagonista mais ilustre do mensalão do PSDB. Foi expulso? Obrigado a se desfiliar? Não.

O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, acabou se desfiliando do DEM para não ser expulso. O vice-governador Paulo Octávio se desfiliou esta tarde – e renunciou ao governo em seguida.

Há outros exemplos de políticos forçados a abandonar o DEM.

Alguém poderá comentar: Quem manda o DEM abrigar tantos meliantes em seus quadros?

E os outros partidos, não abrigam?

O DEM merece ser criticado – como de resto os demais partidos. Mas não por ser excessivamente tolerante com quem pisa na bola. É o menos tolerante de todos.

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