Aquecimento Global. Um mito (?) com soluções perigosas

Em extenso artigo acadêmico publicado nas vésperas do COP15, realizado neste momento, La Coalición de la Sociedad Civil sobre Cambio Climático lança notas alarmantes sobre o aquecimento global exatamente na direção contrária da que é seguida pela maior parte dos governantes mudiais.

La Coalición, formada por 50 organizações não governamentais de toda parte do mundo, levanta dados que colocam em choque, por exemplo, os resultados do Protocolo de Kyoto que, segundo eles, faria um retrocesso de apenas 6 anos caso adotado fielmente até 2100.

Tal resultado, no caso, seria desastroso não só do ponto de vista econômico – por conta dos altos investimentos – mas também para o planeta que, segundo ambientalistas, chegaria em um momento irreversível neste século caso não mudasse suas políticas.

Em outros termos, acabaríamos com ou sem Kyoto.

O trabalho avança mais: afirma que os riscos para o planeta não se resumem ao aquecimento global. Incluem a pobreza, um possível choque com asteróides ou a erupção de um grande vulcão (citando artigo da NASA). Assim sendo, gastando todos os esforços do planeta em apenas uma catástrofe, questiona qual seria nosso potencial de resposta para as demais.

Destas, desenvolve ainda mais a temática da pobreza na qual lança a tese: energias limpas são mais caras e tendem a onerar os custos produtivos, elevando preços e reduzindo salários. Isto reduziria o consumo, a qualidade de vida e o potencial empreendedor o que geraria, por conseguinte, massivo desemprego em um cenário pré-existente de algo gasto governamental. Ou seja, pobreza e insuficiência de recursos governamentais.

Cenário, por conta deles, tão irreversível quanto o aquecimento global pode se tornar.

O artigo está disponível em espanhol no site do Instituto de Libre Empresa, do Peru, e é assinado no Brasil pelo Instituto Liberdade.

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