Expulsando as raposas do galinheiro

Tenho me divertido bastante nos últimos dias ao receber a visita de militantes profissionais do PT que, incomodados com as verdades ditas por aqui, acreditam que conseguirão, intimidando, calar aqueles que se manifestam contrários ao Governo Lula.

Nada de anormal para quem já acompanha o “jeito PT de governar” há quase oito anos. Pelo contrário: é uma reprodução das bases para aquilo que a cúpula governista já vem fazendo há tempos, inclusive tentando impor a criação de um conselho nacional sobre os veículos de comunicação.

Bom… Para os PTistas que me visitam, além de agradecer pelos acessos que tem feito meu blog contalibizar, gostaria de dar algumas dicas:

1) Todo comentário aqui neste Blog aparece para a moderação com o IP do computador que o emitiu e, quando o usuário é fake, o comentário não é aprovado. Em outras palavras: se quer fingir ser outra pessoa, que o faça direito.

2) Apelidos grosseiros como “Paula Tejano” e “Tomas Turbano” só são engraçados para uma faixa etária de 12 a 15 anos. Esta faixa, por mais que seja a da idade mental dos PTistas que comentam por aqui, não é a do público alvo deste blog. Tentem algo mais criativo e maduro na próxima vez. Talvez eu aceite só pela graça da piada.

3) O público alvo deste Blog costuma ser fixo. Repete visitas, retorna para novas postagens… Ou seja: conhece o meu jeito de escrever e confia, pelo menos um mínimo, na credibilidade do que eu escrevo. Do contrário não perderia seu tempo lendo. Assim sendo, tentar me ofender me chamando de mentiroso só acaba por danificar ainda mais a credibilidade do seu comentário (que, convenhamos, já não era dos mais confiáveis).

Termino agradecendo mais uma vez pelos acessos, não só dos PTistas, e afirmando que não adianta a raposa ser forte se a galinha é mais inteligente.

Voltem sempre!

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eDemocracy: aprendendo a ouvir digitalmente

Em palestra ministrada no III Encontro Nacional da Juventude Democratas, o blogueiro e âncora do CQC, Marcelo Tas, nos alertou para a grande vantagem que é o Twitter:

“Devemos ouvir mais do que falar. O Twitter pode ser o termômetro do sentimento popular daquilo que fazemos. Após o primeiro CQC, por exemplo, fiz questão de ler, uma por uma, todas as mensagens elaboradas com o nome do programa”. 

Andrea Matarazzo, então secretário da prefeitura paulista, já havia entendido o recado. Fora um dos primeiros gestores públicos a utilizar a ferramenta digital como um canal de troca de informações entre sua secretaria e os cidadãos interessados.

O ex-prefeito carioca Cesar Maia é outro que sempre seguiu a idéia. Famoso por seus pitacos virtuais por meio de seu Blog (transformado em ex-Blog) e agora seu novo FormSpring, o economista foi um dos primeiros a abrir as portas do palácio da prefeitura via e-mail. Lia e respondia, diariamente, todas as mensagens recebidas em seu correio pessoal.

Recentemente, o destaque tem estado com o senador goiano Demostenes Torres que passa as noites e madrugadas – além de feriados e finais de semanas – respondendo mensagens, uma a uma, pelo Twitter.

É o mundo digital se mostrando não só como uma ferramenta para agilizar todos os processos governamentais e privados mas, também, um grande canal de comunicação que aproximará cada vez mais eleitos e eleitores para fazer da coisa pública algo muito mais mundano, como nunca deveria ter deixado de ser.

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Aos responsáveis que reclamam

@VictorGuedes: Acho fundamental criticar os políticos que erram mas não se pode falar mal se não vota direito nem apresenta alternativa.

Costumo usar o Twitter e Blogs amigos como forma de termômetro para identificar quais são os assuntos em foco pelo país e mundo. Não que deixe de aparecer na padaria ou no açougue para ouvir a boataria e saber o tema do dia… Pelo contrário! Tenho feito isso até com mais frequência agora… Mas não podemos negar que o mundo virtual facilitou as coisas.

Falar mal de político então ficou uma beleza. Pela internet, diferente do que acontecia na padaria, eles ouvem o que falamos! E uma simples palavra rabugenta soltada como desabafo pode virar uma avalanche.

Cito aqui os exemplos narrados neste mesmo Blog com o @DrRosinha e o @Sen_Cristovam. O primeiro respondeu ao @GabrielAzevedo e foi detonado num debate virtual. O segundo, ao enrolar para responder a uma pergunta minha, acabou criando um debate interminável que se estendeu do Twitter para este Blog.

O problema, no entanto, é que a internet, ao mesmo tempo em que aproximou políticos e cidadãos, acabou por gerar uma crise de responsabilidade e ética entre os personagens reclamões.

Muitos passaram a falar mais do que já falavam antes, cuspindo fogo para tudo e todos sem nem ao menos verificar o teor e a veracidade de suas afirmativas.

Transformou muitos eleitores irresponsáveis em falsos profetas do apocalipse político que atraem seguidores e mais seguidores porque denigrem toda uma classe que, na verdade, deveria servir para nos representar.

Não prego aqui o fim das reclamações, pelo contrário! Sou ardente defensor delas. Prego, no entanto, a responsabilidade e a ética e, principalmente, que aquele que reclama se lembre, pelo menos, de quem votou nas últimas eleições.

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