O mensalão é de quem?

Há alguns minutos troquei mensagens mal humoradas com o @BlogdoNoblat via Twitter após mensagem sua onde falava sobre o que chama insistentemente de “Mensalão do DEM” e alguns novos fatos sobre o deputado Leonardo Prudente.

Não venho aqui querer bancar o moralista, moderador da imprensa ou querer ensinar o padre a rezar missa. Pelo contrário, exponho minha simples visão sobre os fatos e espero que vocês, leitores e formadores de opinião, tirem suas próprias conclusões.

O termo mensalão foi grafado pela primeira vez no dia 6 de junho de 2005 pelo jornal Folha de São Paulo ao narrar, por meio das denúncias do então deputado Roberto Jefferson, o esquema orquestrado pelo PT para garantir que as votações mais importantes do Congresso Nacional fossem direcionadas de acordo com os interesses do Palácio do Planalto – ou seja, do presidente Lula.

Em 2009 o termo voltou a mídia em um novo episódio: o governador Arruda preparou um esquema semelhante ao de 2005 onde, por intermédio de seu secretário de estado, distribuía recursos para sua base aliada.

Semelhanças: ambos foram corruptos, utilizavam-se de empresários e propinas para garantir votações favoráveis e foram desmascarados por gente que estava incluída no sistema.

Diferenças: em 2005 o Mensalão do PT era orquestrado por sua Executiva Nacional, envolvia todos os estados da federação e o partido mantém, até hoje, todos os seus líderes envolvidos no esquema. O de 2009 aconteceu em um único estado, dividiu sua direção entre os partidos da base governista do Distrito Federal, não envolveu outros estados e o Democratas prontamente tirou do partido não só o governador Arruda mas também o deputado Leonardo Prudente.

Aliás, deputado Leonardo Prudente, sem partido, que motivou o polêmico artigo do Noblat onde ele insiste em afirmar o nome “Mensalão do DEM”.

Agora é com vocês: o mensalão é de quem?

Encerro por aqui a minha visão sobre os fatos, acreditando ter explicado minha indignação, e aproveitando para dizer que não prego aqui que jornalista X ou Y é de partido A ou B. Pelo contrário: acho que todos têm seu direito de se manifestar politicamente. Desde que com ética e honestidade com o leitor, que não é burro nem inocente.

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O triste erro do @BlogdoNoblat

Noblat, articulista d’O Globo, famoso blogueiro e twitteiro de plantão, é profissional pelo qual nutro absurda admiração. Consegue ser imparcial na maioria de suas notas e, mesmo quando não o é, se coloca sempre de maneira ética e bem clara. Não foge dos fatos quando deseja atacar o que discorda.

Hoje, infelizmente, pisou na bola.

Em breve post que trata das recentes manifestações pelo #ForaArruda, citou a reclamação dos ‘comentaristas’ de seu Blog em relação a atividade dos jovens militantes de esquerda que se manifestam agora mas em tempos de mensalão do PT nada fizeram.

Pelas curtas palavras deu a entender que a motivação seria maior agora do que antes, por conta dos vídeos. Discordo, as acusações em tempos de mensalão eram bem graves e nacionais. Mas até aí tudo bem: respeito o posicionamento.

O problema é que logo então sugeriu que a juventude do DEM não tivesse se manifestado em ambos os casos ou porque não existia ou porque seria acomodada.

Ora, ora, Noblat! Você não lê a Folha de São Paulo? O Estadão? O Correio Braziliense? Se até eles nos viram, como você, que nos segue no Twitter, não viu?

Nossas manifestações não precisam se pautar no modelo da esquerda. Vamos pra rua quando precisamos mas também sabemos nos utilizar da internet – espaço totalmente inclusivo – que faz ecoar muito bem o que pensamos!

E outra… Nós, da @JuventudeDEM, nos manifestamos quando o houve crise no nosso partido. E a Juventude do PT? Onde estava nos tempos do mensalão? Não existia ou se escondeu?

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