Reformismo liberal: a única saída para o campo

Este artigo foi publicado nos sites da Red Liberal de América Latina, do Instituto Millenium e da Juventude Democratas.

Visitei nas últimas semanas uma série de pequenos municípios movidos pela economia cafeeira e, neles, acompanhei na prática tudo aquilo que pesquisei durante a construção minha monografia de graduação em 2008, na qual tratei sobre o orçamento federal para a agricultura.

Nesta caminhada tenho visto, principalmente, que por mais que o Governo promova mais e mais investimentos para o setor, eles nunca serão suficientes para sanar as imperfeições mercadológicas no campo. A realidade atual do interior de Minas Gerais chegou nesta situação devido a três grandes fatores: a herança maldita do desenvolvimentismo brasileiro, a concorrência internacional altamente deturpada pelos subsídios externos e a falta de uma política séria voltada para a formação técnica do pequeno produtor.

A herança histórica, iniciando a análise já no século passado para evitar me alongar demais neste único ponto, é o primeiro e grande fator para a construção do cenário atual não só pelo grande intervencionismo estatal exercido pela maior parte dos governos da história recente do país mas também pelo péssimo planejamento – se é que existiu algum – elaborado pelos governantes.

Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek são dois grandes exemplos deste erro: motivados por um desenvolvimento que era visto muito mais como objetivo do que como meio, geraram déficits absurdos ao investir massivamente em setores escolhidos com base nas demandas populacionais e não em nossas vantagens comparativas.

Geraram, com isso, distorções mercadológicas que originaram uma série de empresas que apenas viriam a se sustentar as custas do subsídio governamental e, ainda pior, acabaram por quebrar todos os demais setores afogados em meio à crescente carga tributária e ao avanço inflacionário – mecanismos fundamentais para promover as políticas desenvolvimentistas.

Com este cenário histórico atingimos os dias atuais onde o Brasil, agente passivo do comércio internacional de grande porte, é fortemente movido por uma economia agrícola endividada que convive, em paralelo,coma uma pseudo-industrialização sustentada pelo Governo.

Embora os esforços governamentais tenham sido sempre orientados para os demais setores, a balança comercial brasileira é forte dependente do campo e seus agregados que, devido a herança histórica supracitada, sofrem pelas distorções causadas pelo falho intervencionismo estatal.

O problema, no entanto, é que acabamos por competir com países que tiveram sua evolução econômica orientada pela defesa do produtor rural e, até hoje, subsidiam fortemente o setor. Tal política de defesa da produção interna, como bem sabemos pela história brasileira, é danosa por criar uma bolha de ineficiência no longo prazo mas, no curto, acaba por gerar uma imperfeição comercial que fortalece o setor no cenário internacional, prejudicando os produtores dos demais países – como o Brasil – que possuiriam vantagens comparativas em um cenário de perfeita concorrência.

Podemos perceber que a economia agrícola brasileira, prejudicada pelas escolhas dos governantes do último século, sofre ainda as imperfeições mercadológicas do comércio internacional que tem gerado uma bolha ainda maior sobre o setor.

No geral faltou ao Brasil, e hoje falta ao mercado internacional, uma dose clássica de David Ricardo atrelada aos ensinamentos não tão recentes, embora modernos, do economista Roberto Campos que defendeu, durante as evoluções desenvolvimentistas do último século, um comprometimento maior com a liberdade econômica e com a agregação de valores aos setores produtivos já desenvolvidos do país.

A resposta a ser dada pelos atuais governantes passa não só pelo reformismo do Estado ou por novas negociações em rodadas semelhantes a de Doha, organizada pela Organização Internacional do Comércio, mas também pelo investimento na formação técnica do pequeno produtor.

Tal necessidade vem para sanar não só a defasagem comercial atual mas, principalmente, para evitar o êxodo rural cada vez mais constante entre os jovens que, antenados para as péssimas condições do setor, acabam por tentar a vida nas metrópoles.

Indico, por fim, que uma das saídas para alavancar a formação do pequeno produtor e evitar o êxodo rural seria a descentralização do controle sobre a educação, permitindo que escolas de ensino fundamental e médio foquem seus esforços nos conhecimentos necessários – e demandados – para a realidades locais ao invés de apresentar um modelo pré-fabricado que é dado tanto nos polos industriais como nas zonas rurais e que acaba por estimular, de forma inconsequente, a urbanização como única saída.

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Sem educação não há liberdade: Um relato de esperança

Relatório publicado no site do Instituto Friedrich Naumann sobre a participação no Seminário “No Education, No Freedom” em Gummersbach na Alemanha.

(…)

O grande exemplo para mim, no entanto, veio da Índia. O jovem representante da organização não governamental local School Choice, cujo slogan é “Financie estudantes, não escolas!” apresentou o caso de sucesso por eles implantado por meio do sistema de vouchers.

Promoveram uma captação de recursos no mercado – sem dinheiro público, aliás –, cadastraram escolas, famílias carentes e ofereceram a estas um cheque com valor pré-fixado que as permite escolher em qual escola matriculará seus filhos.

A grande vantagem da iniciativa é que permite aos pais sem grandes disponibilidades financeiras escolher a qual modelo de educação querem submeter seus filhos, ao invés de obrigá-los a seguir o modelo único – e em geral falho – oferecido pelo governo. Outro grande ponto do projeto é que fazem isso a partir de doações voluntárias ao invés de onerar ainda mais o contribuindo como faz o Estado com taxações.

(…)

Leia a íntegra neste link.

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Uma escola liberal para reconstruir a sociedade

Desembarquei em Gummersbach, pequena cidade do oeste alemão, para participar do seminário “No Education, No Freedom” que reúne por duas semanas, a partir do Instituto Friedrich Naumann, vinte e quatro líderes de todos os continentes para apresentar experiências de sucesso e debater a aplicabilidade das políticas liberais nos mais diferentes cenários educacionais.

Entre os participantes que compartilham este espaço comigo estão ativistas do movimento estudantil, jornalistas, diretores de instituições de ensino, formuladores de politicas publicas, membros de think tanks e líderes oposicionistas. Como já era de se esperar, as ideias compartilhadas são fantásticas e servem não só de inspiração liberal mas, principalmente, de exemplo para projetos futuros em nosso pais.

Continuação do artigo no site do Instituto Millenium. Fiquem a vontade para comentar no link referido no campo logo abaixo do artigo.

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Como o @Sen_Cristovam me decepcionou

Tudo começou quando o Senador Cristovam Buarque afirmou, pelo seu Twitter (@Sen_Cristovam), a importância de se ter uma educação que fosse igual para todos. Padronizada e controlada pelo Estado.

Tenho uma admiração muito grande por ele. Defendi suas propostas quando foi candidato a presidência mesmo estando mais alinhado ideológicamente ao candidato tucano Geraldo Alckimin naquela época. Mas isto foi absurdo demais para o meu credo.

Fiz meu questionamento, via Twitter, sobre a questão: em um mundo moderno como o atual, todos realmente devem estar submetidos a um único modelo pedagógico padronizado e controlado pelo Estado? A escolha realmente deve ser do Governo e não dos pais? O Senador não respondeu.

Voltei a perguntar uma série de vezes até desistir do @Sen_Cristovam e questioná-lo porque ele só respondia a elogios. Para minha surpresa ele resolveu responder hoje, às 22:30:

V. não deve me acompanhar. Respondo mesmo gosto elogios e críticas. Estas trazem mais desafios.Mande brasa na crítica.

Sendo assim, refiz todo o meu questionamento relembrando ao Senador o que ele havia falado – mais de uma vez, alias. Do @Sen_Cristovam só veio a vergonhosa resposta a seguir:

Atendendo pedidos, estou “greve de fome” há 24 horas, sem falar educação. Tentarei ficar 36 horas.

Só me resta, a partir daí, continuar com a minha decepção tanto em relação a idéia – que dá ao Governo o poder de discernir sobre a educação de cada um de nós e nossos filhos – e ao comportamento do Senador.

Por fim, colo abaixo mensagem minha retwittando o anônimo @Marceloca:

@VictorGuedes: Isso mesmo. As idéias… RT @marceloca: Sr. @Sen_Cristovam, já deu para ver q @victorguedes está apenas defendendo o q é dele.

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Abertura

Sejam bem vindos, amigos!

Inicio o Blog ‘UAI, Jovem…” no sentido de compartilhar com vocês algumas idéias que envolverão uma série de temas dentro do assunto que somos nós: os jovens mineiros!

Falarei de projetos governamentais de sucesso – ou nem tanto -, de novas pesquisas acadêmicas, de idéias para o futuro – ou presente -, de bares, restaurantes e bons lugares para passar os finais de semana, além de utilizar este espaço para meu foco principal: ouvir o que você pensa!

É esta a minha intenção! Construir este espaço, de Minas Gerais, contigo!

Conto com a sua visita constante!

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