PMDB: Um desenho nada animado

O caos vivido pela população do Rio de Janeiro merece a atenção de todos nós, mineiros, para que vejamos o problema que é ter no Governo do Estado um gestor incompetente.

Além de agir como oposicionista – criticando a autoridade que era representada por ele mesmo – quando o estado precisava de um gestor responsável e competente, no caso das chuvas, o governador Sérgio Cabral (PMDB) expôs seu desgoverno permitindo que vândalos pichassem o maior símbolo turístico do estado: o Cristo Redentor.

Nós, brasileiros, estamos vendo no Rio o que é o desgoverno do PMDB. Em outubro, nós, mineiros, vamos mostrar que aqui em Minas Gerais eles não tem vez.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 10.0/10 (5 votes cast)

O mito do voto obrigatório e a intervenção governamental

Alguns defensores da livre expressão, da democracia e a liberdade política tendem a cair em contradição com suas pregações quando entram em temas polêmicos.

Em alguns casos, chegam a defender verdadeiros mitos motivados pelo excesso de argumentos absorvidos de modelos opressores mas que, pela ampla repetição, acabam se transformando em verdade-popular.

Um dos seus exemplos é o caso da obrigatoriedade do voto. Tema extremamente polêmico no Brasil mas que em países mais com maior índice de liberdade como os Estados Unidos nunca foi nem levado em consideração.

A questão é simples: se o voto é um direito, se a livre expressão é permitida, por que criar um modelo obrigatório de manifestação política?

Ora essa, como se optar por não votar não fosse uma forma de manifestação. Como se o ‘voto nulo’ fosse mais expressivo do que não comparecer às urnas. Ou pior, como se não ir votar fosse culpa do eleitor e não dos partidos políticos e das escolas que não conseguiram demonstrar a importância do político para o dia-a-dia do cidadão.

Sou a favor do fim da obrigatoriedade do voto exatamente por isso: para que as eleições deixem de criar um modelo-padrão de manifestação política e passem a revelar o real interesse da população governamental.

Talvez seja por isso que os partidos de esquerda tenham tanto medo da não obrigatoriedade do voto: perceberiam, na prática, a falta de interesse da população pelo intervencionismo governamental.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)

Era uma vez Lula, a fábula do Brasil

Em artigo iniciado com o tradicional “Once upon a time” (“Era uma vez“) dos contos de fadas, o artigo “Lula, sanitised” (“Lula, higienizado“) da versão impressa do “The Economist” de ontem, 21, relata a fábula (“tale“) cinematográfica que tenta transformar o presidente brasileiro em mito com o financiamento de grandes empresários ligados ao Governo Federal (como afirma ao citar matéria da revista Veja ainda em sua pré-estréia.).

Cita, para justificar seu início, a forma com que o filme retrata Lula como “um estudante perfeito, um marido perfeito e um político moderado que abomina a violência” ao mesmo tempo em que corta cenas de seu livro-fonte como a do assassinato de um empresário em meio à greve de seu sindicato.

No entanto, esta tentativa frequente de transformá-lo em mito por meio de golpes midiáticos não é novidade para nós, brasileiros.

Um exemplo atual disto foi o discurso de ontem, quando Lula chamou o presidente tucano, Sérgio Guerra, de babaca de fronte a seus ministros em contraposição à sua fala de hoje para a população de Itapira (SP) quando se fez de amigo do governador, também tucano, José Serra.

São por essas e outras que a população brasileira, atenta, já percebeu o que é jogada de marketing e o que é verdade. Isso justifica o fracasso de público do filme de Lula, justifica o fracasso da “mineirização” de Dilma e justificará o fracasso eleitoral do PT em outubro.

A mídia internacional, no entanto, só está começando a perceber agora mas, mesmo assim, ainda há tempo para que se responda o que perguntou o portal latino HACER sobre o nosso presidente: “Lula ¿Cristo o Castro?

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)

Sem pai nem mãe, rumo à 2010

O Partido dos Trabalhadores conseguiu atingir um cenário tão complicado que não se pode confiar nem em seu processo eleitoral interno. E isso não é golpismo da oposição ou factóide inventado pela mídia golpista, como eles gostam de falar.

Partiu de Gleber Naime, candidato a presidência ao PT-MG, que, alinhado ao pré-candidato ao Governo do Estado Patrus Ananias, não é crédulo da lisura do processo eleitoral que indica tendência a vitória do deputado federal Reginaldo Lopes.

O processo, segundo Naime, “foi marcado em Minas por centenas de ocorrências policiais”.

Pelo outro lado corre o atual presidente, deputado Reginaldo Lopes. Figura conhecida aqui pelas terras de São João del-Rei, nasceu em Bonsucesso e veio para cá estudar.

Formou-se, como meu (bem) antigo veterano, em Ciências Econômicas. Esteve, como eu, no DCE da UFSJ (a federal local, criada por influência de Aécio) e no Centro Acadêmico de nosso curso. Cheguei, inclusive, a compor mesa com ele em 2007 no encerramento da X Semana de Economia da UFSJ onde trocamos elogios – no tocante aos recursos direcionados para a universidade – e farpas – no tocante a visão sobre democracia.

É gente boa. Tem seus defeitos, é óbvio, mas é gente boa. Bem articulado e consegue conversar com todos os partidos, já tendo se aliado (e brigado posteriormente) com militantes da UJS/PCdoB e promovido composição que elegeu um prefeito do PSDB com vice do PT.

Fez tudo isso curiosamente na cidade do tucano Aécio, amigo de Fernando Pimentel – candidato de Reginaldo Lopes ao Governo do Estado – que se juntou ao PT, desta turma, para eleger Marcio Lacerda (PSB) para a Prefeitura de BH.

Ah sim!
… Aécio, por incrível que pareça, é aquele mesmo que é apoiado nacionalmente pelo DEM para a candidatura a presidência da República contra Dilma, do PT.

Façam suas apostas sobre o cenário de 2010 porque para mim nunca na história deste país (sic) esteve tão confuso.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)