Fala, Assessor! – Comunicar: a arte de se fazer entender

Comunicar não significa meramente disponibilizar a informação. Esta, na verdade, é a primeira etapa de todo um processo. Colocar a informação disponível significa, na maior parte das vezes, apenas a causa de todo o efeito que é comunicar.

Devemos partir do ponto que a responsabilidade da comunicação é do emissor e não do receptor. Se o público-alvo não entendeu corretamente o que se quis dizer, a culpa é exclusiva do comunicador que não sou expressar sua mensagem da forma correta.

Em política, como em qualquer outro setor, a comunicação é fundamental. É ela quem dá transparência ao que se faz e permite que, tendo-se um bom produto, o público-alvo tome conhecimento de sua existência e, se possível, interaja para que possa deixá-lo ainda melhor.

O papel do comunicador na política é identificar o produto – determinado pelo trabalho do político em questão – e fazê-lo chegar à casa de cada família que representa seu público eleitoral ou alvo de seus projetos.

Isso não é campanha, muito menos medida eleitoreira. É representar ao lado do representado, expor o que está fazendo e se esforçar ao máximo para, através da interação, melhorar ainda mais sua representação.

Esse trabalho é fundamental. Permite, como já disse, melhorar o trabalho que vem sendo feito, atingir a opinião pública para que esteja ao seu lado em mobilizações políticas e, por fim e tão importante quanto, garantir o eleitorado que permitirá a continuação do trabalho.

Por tanto, diferente de meramente disponibilizar a informação, o ato de comunicar representa fazer a mensagem chegar ao público-alvo e cativar o cidadão para que atue, cada um a sua maneira, na melhoria progressiva do produto em questão.

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Fala, Assessor! – Os primeiros passos: Organização e Planejamento

Qualquer trabalho demanda organização. Saber o que se está fazendo, para que está fazendo e, principalmente, no que isso implica. E isso só é possível quando, previamente e de maneira bem estruturada, é elaborado o planejamento pessoal e empresarial da atividade.

Na política isso também se aplica. Todas as atividades devem ser muito bem pensadas pois envolvem a imagem do candidato e do grupo político, a eficiência da representação popular e a transparência da atividade pública.

É por isso que antes de iniciar qualquer atividade deve-se respeitar o organograma – elaborado da forma mais horizontalizada possível –, o cronograma das atividades – onde tudo deve ter início, meio e fim – e, por fim, a visão de trabalho da organização.

O organograma, que inclui não só cargos mas o objetivo de cada atividade, permite que haja a definição clara do papel de cada um naquilo que se propõe a fazer. O trabalho em conjunto é fundamental e acaba sendo facilitado quando todos sabem quem é quem. O individual, é claro, também está em primeiro plano e é facilitado uma vez que o assessor (ou consultor) sabe exatamente o que é esperado de seu trabalho.

O cronograma, da mesma forma, é parte importante e integrada a tudo que se faz. É por ele que se percebe a importância de cada atividade dentro de um todo. Dá a noção de que, no castelo de cartas que é a campanha, toda e qualquer movimentação de peças afeta o resultado final. Fora a preocupação jurídica que, pelo respeito à lei e ao cidadão, deve estar em primeiro lugar.

Last but not least – por fim, mas não menos importante –, vem a visão de trabalho da organização. Não se pode trabalhar de maneira anti-democrática quando se prega a democracia. Todo trabalho deve ser pautado por aquilo que se prega. Isso, além de confiabilidade e respeito, gera vivência daquilo que se defende.

Deixar de lado a visão do grupo significa desrespeitar sua natureza e, por fim, desviar-se de todo e qualquer planejamento transparente que possa existir.

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Sobre comunicação, internet e política: “Fala, Assessor!”

Como algum de vocês sabem, além de ser presidente da Juventude Democratas de Minas desde 2006, estou atualmente trabalhando na assessoria parlamentar do deputado federal @CarlosMelles, ex-Ministro do Esporte e Turismo, e atual presidente do Democratas em Minas.

Como presidente da Juventude sigo em apoio a todos os candidatos do Democratas, estando disponível para todas as ações que pudermos. Temos de expandir nossas bancadas.

Como assessor parlamentar (ou tecnocrata), estou no escritório do deputado Melles, onde atuo na comunicação virtual.

A partir deste post, sugerido pela @CarlaSehn, começo a narrar este dia-a-dia político, da comunicação de um gabinete, onde o objetivo é informar a sociedade, multiplicar ideias e manter o maior nível de interação possível com o cidadão.

Começa a partir de hoje, nesta categoria Análise Política, a série “Fala, Assessor!”.

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