Até que o bolso nos obrigue

(Publicado também pelo jornal Correio da Notícia)

É interessante analisar o poder da imprensa e da sociedade civil na pressão pela aprovação de projetos ou pela tomada de novos rumos por parte dos governantes. A partir de uma análise mais profunda é possível perceber ainda que alguns projetos, como o fim da CPMF ou a aprovação da Ficha Limpa, nunca teriam ido adiante sem a manifestação popular. Podemos elencar ainda, partindo para uma análise sobre o papel da imprensa, a queda de seis ministros do Governo Dilma – sendo cinco por corrupção – sempre induzidas por pressões de veículos como a Veja e a Folha de São Paulo.

No entanto, percebe-se que tal pressão popular tem suas limitações. A história nos diz, e isto ocorre tanto no Brasil como no exterior, que mudanças drásticas só acontecem quando o órgão mais sensível do cidadão é afetado: o bolso.

Foi o caso do impeachment do presidente Collor após o bloqueio da poupança; do colapso da União Soviética após a bancarrota monetária; dos Estados árabes que, apesar da falta de liberdades individuais, acabaram por se rebelar apenas quando chegaram ao auge de sua crise econômica; e, no caso mais recente e caricato, com a saída de Berlusconi que, tendo resistido à todas as denúncias sobre corrupção e imoralidade, mostra sinais de fraqueza ao não conseguir aprovar seu novo pacote econômico.

Isso mostra que, apesar de querermos viver em uma democracia ética, temos como preocupação básica nosso auto-sustento. Sem salário – ou sem poupança – acabamos sendo motivados a tomar posições mais radicais que antes não passariam por nossa cabeça. No final das contas, até nosso sentimento democrático acaba ficando para a última hora…

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À dois dias do Juízo Final. Graças à @JuventudeDEM.

Faltam dois dias para o juízo final. Será na quinta-feira, dia dez, que o Democratas mostrará, mais uma vez, que é diferente do PT e dos demais partidos do cenário político brasileiro.

Tem quadros podres sim, como qualquer outra instituição do seu porte, mas faz questão de limpá-los publicamente!

E isso, meus amigos, não é fruto só de uma renovação da cúpula diretora. É resultado do nosso trabalho! Nós, da Juventude Democratas, fizemos a diferença e estamos construindo, com nossos líderes mais experientes, um novo partido!

É o que disse a Folha de São Paulo ao afirmar que “a juventude do DEM pressiona a cúpula do partido para expulsar o governador do Distrito Federal” relatando parte da carta dos jovens catarinenses que dizem não aceitar “compartilhar desse ato espúrio” que foi seu caso de corrupção.

Henrique Sartori, vice-presidente da @JuventudeDEM, foi mais longe ao dizer para o Estadão que “quando o PFL se propôs a mudar para DEM, quis a renovação e abriu espaço para a juventude. Mas não servimos simplesmente para carregar bandeira ou usar o apito”.

Por fim, o visão geral da galera é descrita no último parágrafo do artigo de Alon Feuerwerker do Correio Braziliense: “Talvez o partido devesse dar algum poder real à turma”.

É a hora da @JuventudeDEM. Nós estamos mostrando isso. E o juízo final de Arruda está aí para provar isso.

Parabéns para todos nós!

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