Federación Internacional de la Juventud Liberal (IFLRY) re elige a João Victor Guedes como Tesorero

IFLRY en Español desde el sítio de la Red Liberal de América Latina

El pasado domingo, 4 de diciembre, la 64ª Asamblea General de la Federación Internacional de la Juventud Liberal (IFLRY) fue re-electo el brasileño João Victor Guedes para el cargo de Tesorero. El evento, celebrado en Turquía, estuvo marcado no sólo por las elecciones bienales de la organización, sino también por el Premio IFLRY Libertad para el Blogger Maikel Nabil, detenido recientemente por el Gobierno provisional egipcio por publicar artículos pidiendo la aplicación urgente de las elecciones presidenciales.

La organización, creada en Dinamarca en 1947 y actualmente con sede en Londres, es está compuesta por jóvenes de los Partidos, Asociaciones Estudiantiles y las organizaciones no gubernamentales liberales alrededor del mundo. En total, según la página Web de la organización pretende llegar a tres millones de jóvenes a través de más de 70 países.

Bruno Kazuhiro, Presidente de la Juventud Democrática en la ciudad de Río de Janeiro comentó que, más allá de que los jóvenes democratas de Brasil envíen al evento un delegado, más allá de ganar el cargo de Tesorero “la integración internacional es crucial para los jóvenes en Brasil para aprender de la experiencia de otras organizaciones y luchar por el mantenimiento de la democracia mundial y los derechos humanos”. Como Bruno dijo en una de sus presentaciones durante el evento, “la Juventud Democratas necesita expandir sus horizontes!”

Siguiendo esta política, jóvenes demócratas envió, junto con Jonge Democraten (Países Bajos), el Futuro Juvenil (Líbano) y NUV (Noruega), una resolución pidiendo la liberación de Blogger Maikel Nabil, al final de la represión militar y la realización de elecciones urgentes en Egipto. La resolución, aprobado por unanimidad durante el evento, pautará las acciones internacionales de las organizaciones miembros de IFLRY y nuevos directores electos en el evento.

Joao Víctor Guedes, reelecto Tesorero de la Organización, es también Presidente de los Jóvenes Democratas en Minas Gerais y se sumó a la Federación Internacional en agosto de 2010, desde su elección en la Asamblea celebrada en San Petersburgo (Rusia). Para él, “en un mundo globalizado, problemas como la corrupción y la falta de libertades individuales deben combatirse no sólo en las esferas nacionales sino también y principalmente, por medio de organizaciones diplomáticas, como la ONU y la OMC”.

La elección de Joao por Brasil se obtuvo con 87 votos, una abstención y ninguno en contra. También se eligieron al Presidente Thomas Leys (Bélgica), al Secretario General Naomi Rokkum (Noruega) y a los Vicepresidentes Mateusz Trybowski (Canadá), Stanislav Anastassov (Bulgaria), Christian Dragsdahl (Dinamarca) y Rabih Fakhreddine (Líbano).

La IFLRY, que además de actuar como grupo de presión también realiza actividades de capacitación, ha anunciado su próxima evento para abril del 2012, en el que discutirán políticas municipales – tema de alta importancia en Brasil debido a las elecciones de Alcaldes y Concejales en octubre de ese año.

Información realizada y publicada por Friedrich Naumann Instituto para a Liberdade, Sao Paulo, Brasil. http://www.ffn-brasil.org.br/novo/?secao=Atualidades&codigo=913. Traducido al español por: Mario Brenes, Consejero para América Latina. Oficina Regional Friedrich Naumann Stiftung für Die Freiheit.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)

Uma resposta liberal à extrema direita européia

(Publicado também pelo Instituto Millenium)

Estava na Romênia, exatamente em um evento sobre migração, quando soube do ataque aos jovens líderes que se reuniam em um acampamento de verão na Noruega. Tinha ao meu lado outros ativista, de 18 à 31 anos, dos mais diversos países. Entre eles, quatro da juventude liberal norueguesa.

O choque foi geral e construiu uma seqüência de sentimentos e dúvidas entre todos nós.

O medo foi o primeiro deles. Estaríamos entrando em uma nova onda global de ataques terroristas? Um novo 11 de setembro onde o alvo passara a ser a militância jovem? Qual seria o próximo incidente?

Depois a dúvida. Teriam eles feito algo para merecer um castigo tão terrível? Seria uma conseqüência da guerra na Líbia? Ou um ataque da oposição radical àqueles que mais tinham para acrescentar para o futuro do país?

A compaixão: será que tínhamos amigos entre as vítimas? Eram jovens e crianças… Como estariam se sentido pais e familiares? Como seria viver um futuro sem estes que, além de líderes proeminentes, eram também os amados filhos, primos e sobrinhos?

E a necessidade de reação. Deveríamos programar um contra-ataque igualmente violento? Uma nova guerra contra o terror e os radicais? Novas políticas públicas de segurança ou, quem sabe, uma reforma no sistema democrático?

Perdidos, em um país diferente e atualizando nossos twitters a cada segundo, descobrimos aos poucos que o inexplicável ataque havia sido feito por um norueguês revoltado com a política migratória local. Um anti-islâmico que havia preparado um manifesto de 1500 páginas e pretendia aumentar o protecionismo nórdico para impedir o livre trânsito daqueles que considerava “diferentes” e “inferiores”.

Para tal, assassinou por exemplo Tore Eikeland, um líder promissor de 21 anos ao qual partidários e veículos de comunicação apontavam como possível primeiro ministro no futuro por sua habilidade em agregar liberais e socialistas nos mais complexos debates realizados pelas camadas juvenis. O “crime” de Tore parecia ser lutar pelo que acreditava: democracia, consenso e respeito ao próximo.

Felizmente, tivemos ao final de nosso evento um sentimento de conforto: o primeiro ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, afirmou com todas as letras que a “resposta ao ataque do radical solitário que lutava contra a política de imigração seria mais abertura e mais democracia”.

Nos, membros da Federação Internacional de Juventudes Liberais e participantes do seminário “Enriquecendo Sociedades” realizado na última semana em Timisoara (Romênia), expressamos nosso luto pelos amigos e familiares e a certeza de que nosso futuro será ditado pelas palavras de Stoltenberg: continuaremos lutando por um mundo tolerante, integrado e liberal.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)

Um jovem liberal brasileiro na IFLRY

Artigo publicado também no site da Juventude Democratas, da RELIAL e do Instituto Friedrich Naumann.

Muito trabalho, muito conhecimento e, principalmente, muita esperança. Foi isso que trouxemos para o Brasil após onze dias de debates na Rússia em meio aos grandes encontros proporcionados pela Federação Internacional de Juventudes Liberais (IFLRY).

A federação, já consagrada após seus 31 anos de existência – foi fundada em 1979 – e que conta hoje com mais de 100 organizações membro estando presente em todos os continentes do planeta, realizou em São Petersburgo entre os dias primeiro e onze de agosto um seminário de formação sobre inclusão de minorias, a reunião de seu comitê executivo, de sua diretoria e sua grande assembleia geral, tendo reunido por lá mais representantes de mais de 40 países.

Participamos, eu e Henrique Sartori – o vice presidente para relações internacionais da Juventude Democratas -, e lançamos a minha candidatura ao cargo de tesoureiro da IFLRY – que estava vago junto ao de vice presidente.

A importância da federação é auto-explicativa, por sua área de abrangência e tempo de existência. A do seu tesoureiro, tão grande quanto. É a gestão de possíveis recursos das maiores fundações do planeta, organizações governamentais e grandes políticos que fazem acontecer eventos por todo o planeta – o próximo será no Líbano – incluindo a participação no COP15, em Copenhagen, onde a IFLRY foi a única organização de jovens liberais presente.

O seminário foi fantástico. Permitiu a troca de experiências do que é feito nos mais diversos países do globo e que, mesmo estando em cenários totalmente diferentes, garantem insights para novos projetos em nossas organizações locais.

A reunião do comitê executivo ídem. Colocou na mesma mesa jovens liberais de todos os cantos que, com o objetivo único da liberdade, debateram exaustivamente planos e ações para a federação.

Nas reuniões da direção foi dado um exemplo de democracia. O papel de executar as deliberações das demais reuniões mostrou como deveria ser gerida toda e qualquer instituição – inclusive os governos! De forma horizontalizada, todas as minorias – e maiorias – foram respeitadas.

A assembleia geral, graças a muito trabalho, foi um sucesso para a IFLRY e para nós, brasileiros liberais da Juventude Democratas.

Vimos o canadense Mateusz Trybowski ser eleito como vice presidente contra o candidato bulgaro e fui eleito, com 29 votos contra 24, para o cargo de tesoureiro desta Federação Internacional de Juventudes Liberais.

Pela primeira vez desde a fundação da organização um brasileiro ocupa um dos três cargos principais de sua diretoria – presidente, secretário geral e tesoureiro.

Como liberal, brasileiro e ativista da Juventude Democratas, estou orgulhoso com a oportunidade. Como freedom fighter – repetindo a expressão que citei com exaustão em meu discurso – direcionarei ainda mais meus esforços para, ao lado de cada amigo liberal, promover a verdadeira revolução dos indivíduos que tanto precisamos.

Obrigado a todos que foram parte, direta e indireta, desta conquista! Contem comigo, pois contarei com vocês! Vamos a luta!

joao@iflry.org

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 10.0/10 (3 votes cast)

Pela vida, por Cuba e pela liberdade

Inicio este artigo em um momento dicotômico para a política mundial. Por um lado, ativistas dos direitos humanos conseguem forte espaço na mídia e nos parlamentos de todo o mundo para lutar pela liberdade de expressão em Cuba. Por outro, as atrocidades parecem ficar cada vez piores dentro da ilha socialista, com o falecimento de Orlando Zapata, o grave estado de saúde de Guillermo Fariñas e a recente prisão de Néstor Rodríguez Lobania.

Neste caso, todos os três citados têm dois fortes pontos em comum. O primeiro é a sua militância política que lhes garantiu a classificação de “Presos de Consciência” pela Anistia Internacional – organização não governamental mundialmente famosa. O segundo é que são alvo de uma investida do Estado e mídia estatal cubana – liderada pelo jornal Gramna – que tenta transformá-los em criminosos comuns, criando fichas policiais onde os acusam de crimes contra o patrimônio e comportamento agressivo.Para entender um pouco melhor o assunto, apresento o breve perfil de cada um deles tendo por fonte matérias recentes do periódico espanhol El País.

Orlando Zapata Tamayo era encanador e pedreiro, fundador do partido Alternativa Republicana e preso em março de 2003 no conhecido e triste evento Primavera Negra, quando foram presos mais 75 ativistas políticos.

Guillermo Fariñas Hernández foi diretor da agência de notícias Cubanacan Press e iniciou sua vida pública pelos direitos humanos em 1989 a partir de um protesto contra o fuzilamento do general Arnaldo Ochoa. Está cumprindo sua terceira pena como preso político e é conhecido por uma série de greves de fome, sendo que sua última – e mais famosa – foi pelo livre acesso a internet para todos os cubanos.

Néstor Rodríguez Lobania é o líder do Movimiento Cubano de Jóvenes por la Democracia e havia sido convidado para palestrar sobre a situação cubana no 2º Encontro de Geneva para Direitos Humanos, Tolerância e Democracia. Após a concessão do visto para a viagem, as autoridades cubanas vetaram sua saída do país – caso que mereceu uma carta de apelo para intervenção da ONU assinada no dia 4 deste mês por 32 organizações internacionais.

Zapata faleceu no dia 23 de fevereiro após uma greve de fome de 85 dias por melhores condições aos presos cubanos, enquanto o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva fazia visita amigável aos ditadores Raúl e Fidel Castro. Lula, em entrevista a Associated Press, condenou a greve de fome como recurso para libertar presos.

Fariñas, em greve de fome junto a Zapata e pela libertação de 26 presos políticos com graves problemas de saúde, foi hospitalizado no dia 11 deste mês após desmaiar em seu 16º dia de protesto. Lula, bem como o fez o Gramna, declarou apoio a justiça cubana e comparou dissidentes políticos a presos comuns.

Lobania foi preso no dia 9 quando se dirigia para o Ministério de Justiça para fazer um novo apelo para que pudesse viajar para o encontro sobre direitos humanos em Geneva. Segundo o Directorio Democrático Cubano, a falsa alegação policial é de conduta violenta e de crimes contra o patrimônio. Lula se calou.

Na contramão ao chefe de Estado brasileiro, seguem parlamentares e organizações de todo o planeta – incluindo o Brasil – que remetem às Nações Unidas e ao Governo Cubano moções de repúdio e campanhas pela liberdade de expressão na ilha socialista.

No Brasil, o deputado Raul Jungmann (Partido Popular Socialista) protocolou no dia 10 uma carta, junto a presidência, dos movimentos oposicionistas de Cuba solicitando apoio do presidente Lula na luta pelos direitos civis. Tentou ainda uma moção lamentando o falecimento de Orlando Zapata mas, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o deputado Nilson Mourão, do partido de Lula, promoveu uma manobra que impediu sua aprovação.

No Senado, no entanto, o mineiro Eduardo Azevedo (social democrata) conseguiu aprovar um voto de solidariedade ao povo cubano.

O Parlamento Europeu, em votação histórica de 509 votos pró e 14 abstenções, uniu socialistas a liberais pela aprovação da moção de repúdio à repressão de Raúl Castro e de preocupação em relação a situação de seus oposicionistas pacíficos.

Percebendo este cenário internacional favorável – o qual orgulharia o recém falecido filósofo liberal francês Jean-François Revel, autor de “Como terminam as democracias” – onde pela primeira vez nas últimas décadas vemos uma forte campanha mundial pelos direitos humanos em Cuba, não podemos permitir que o passar dos dias faça com que a bandeira caia.

Não podemos esperar que Guillermo Fariñas morra, como já disse estar pronto para tal, e que novos ativistas da liberdade sigam o mesmo caminho. Devemos intensificar tal campanha global e agir já!

É por esta visão que integro a campanha da Federação Internacional das Juventude Liberais (IFLRY) que, junto a Freedom House e outras organizações internacionais, intensifica a ação de sua Comissão para Cuba e se prepara para lançar uma nova campanha que atingirá todos os mais de 80 países na qual possui entidades representantes.

Representando a Juventude Democratas de Minas Gerais estou nesta campanha e convido a todos vocês, sensibilizados pelo espirito de liberdade dos ativistas cubanos, que se unam a IFLRY nesta nova campanha. Todo tipo de ajuda, desde que sincera e em prol da liberdade, é totalmente bem vinda.

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 10.0/10 (1 vote cast)