A universidade, os socialistas e a verdadeira academia

Acabei de ter uma conversa “internacional” por meio do profile do colega liberal português Igor Caldeira. Coisa simples e direta, que reuniu comentaristas da Holanda, Lituânia e Bélgica.

O tema central, desenvolvido de forma bem irônica, é comum também para nós brasileiros: o excesso de acadêmicos socialistas nas universidades e a falta de espaço para aqueles que pensam diferente. Uma garrafa de vodka, segundo o colega Igor, seria necessária para desinfectar o cérebro neste momento.

Comentei que as universidades eram o espaço perfeito para preparar estudantes socialistas para defender o livre mercado. Fui muito bem corrigido pelo holandês social-liberal Ben Burgers: “Isso depende de onde eles vão parar”…

A belga Naïma questionou: “Sou socialista. Você ainda é meu amigo”? A resposta foi uma aula: “Como você não chama de liberal tudo que discorda (como já vi libertários fazendo ao chamar os ‘discordantes’ de socialistas), sempre seremos amigos”.

Aproveitei a deixa para mais uma piada sem graça: a história da reunião entre Mises, Friedman, Keynes e outros… Onde Mises saiu da sala já nos primeiros 5 minutos xingando a todos de “socialistas”. Ben me questionou, pra variar, perguntando se isso realmente seria um liberal acadêmico ou só mais um radical.

Encerrei falando que não sabia sobre Mises, mas que Rothbard com toda certeza teria aquele comportamento.

Indico www.mises.org e www.mises.org.br com leituras tanto de Mises como Rothbard. Vale a pena, não só para chamar a todos os demais de socialistas.

😉

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Libertários: à direita dos Democratas

Semana passada tive meu primeiro contato pessoal com os integrantes do Libertários (LIBER), o novo partido que tende a integrar o cenário político brasileiro nos próximos anos. São eles os ultra-liberais, dividos entre liberais clássicos, anarco-capitalistas e miniarquistas, que há tempos promoveram algumas discussões no site da Juventude Democratas.

As conversas foram interessantes… Fomos apresentados em um seminário do PSDB e logo de inicio recebi algumas indiretas de que o Democratas seria conservador demais para se considerar liberal. Achei engraçado… Na hora confesso que me senti um Tucano sendo considerado direitista pelo PT e esquerdista pelo DEM.

Nos próximos contatos tivemos a oportunidade de conversar melhor e achar diversos pontos em comum. Assumo que minha visão política acaba se aproximando bastante daquela que defendem os anarco-capitalistas, principalmente no tocante a liberdade do indivíduo, mas me considero um reformista.

Não acredito em mudanças bruscas, da noite para o dia. Não acredito que valha a pena sacrificar o curto prazo mesmo sabendo-se dos ganhos futuros. Devemos balancear… Saber dosar.

Mas acredito nos Libertários. Tem uma pureza política e ideológica invejável. O que falta a eles, no entanto, é um tom de realismo. Falta aliar aos seus objetivos também a prática política da negociação democrática. E isso não vai ser dificil. Já deram o passo mais complicado que é iniciar o trabalho.

Passei, a parti dali, a me considerar um admirador ainda maior da liberdade, da democracia e dos Libertários. Nós, como brasileiros ou democratas, temos muito a ganhar.

Para os interessados indico, além do site deles, os blogs em inglês dos professores Robert Paul Wolff, Hans Hoppe e Roderick Long, e em português do Instituto Ludwig Von Mises.

Aproveitem as leituras!

😉

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