Um bocão nada Royal… Vote #Serra45!

O excesso de fatos na campanha presidencial é alarmante. Os debates, não se pode negar, são acalorados desde sempre. Mas o cenário atual chega a ultrapassar a barreira do exagero.

O Governo Lula, na sua constante ‘inocência’ penosa, nega tudo. Joga a culpa na oposição por criar factóide atrás de factóide.

Com o número absurdo de crises quase que diárias, é possível acreditar nessa tese. Mas será que é só isso?

O antigo mensalão, a quebra dos sigilos bancários, o mensalão, a Erenice, a legalização do aborto, a coordenação da campanha entregue ao ex-adversário Ciro Gomes… O dificil, neste caso, não é nem ser tão corrupto. É ter a criatividade que a oposição deveria ter para ‘inventar’ tudo isso.

E o que é pior: comprovar tudo, uma a uma.

Ou o Governo está sofrendo a maior ofensiva de calúnias que já existiu ou ‘nunca na história deste país’ um governo cometeu tantos atos de corrupção como o atual.

Nos resta crer na justiça, fazer a nossa parte na campanha, rezar pela consciência cidadã e nos divertir com as sátiras (que também não são poucas).

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Façamos justiça ao DEM

Do Blog do Noblat (com agradecimento à Martha Melissa pela indicação), magníficas palavras sobre o atual cenário político brasileiro. Melhor do que fazer qualquer comentário é transcrever exatamente sua fala. Nos próximos posts volto a narrar minha viagem na Alemanha.

Que tal pararmos de implicar com o DEM?

Ou melhor: que tal pararmos de implicar sem razão com o DEM?

Com razão, vale.

Quantos mensaleiros ou suspeitos de mensaleiros foram expulsos pelo PT? E quantos aloprados foram expulsos?

Aloprados foram aqueles, assim chamados por Lula, que se envolveram com a compra de um dossiê fajuto para prejudicar candidatos do PSDB às eleições de 2006 – entre eles José Serra e Geraldo Alckmin.

O senador Eduardo Azeredo (MG) foi o protagonista mais ilustre do mensalão do PSDB. Foi expulso? Obrigado a se desfiliar? Não.

O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, acabou se desfiliando do DEM para não ser expulso. O vice-governador Paulo Octávio se desfiliou esta tarde – e renunciou ao governo em seguida.

Há outros exemplos de políticos forçados a abandonar o DEM.

Alguém poderá comentar: Quem manda o DEM abrigar tantos meliantes em seus quadros?

E os outros partidos, não abrigam?

O DEM merece ser criticado – como de resto os demais partidos. Mas não por ser excessivamente tolerante com quem pisa na bola. É o menos tolerante de todos.

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O mensalão é de quem?

Há alguns minutos troquei mensagens mal humoradas com o @BlogdoNoblat via Twitter após mensagem sua onde falava sobre o que chama insistentemente de “Mensalão do DEM” e alguns novos fatos sobre o deputado Leonardo Prudente.

Não venho aqui querer bancar o moralista, moderador da imprensa ou querer ensinar o padre a rezar missa. Pelo contrário, exponho minha simples visão sobre os fatos e espero que vocês, leitores e formadores de opinião, tirem suas próprias conclusões.

O termo mensalão foi grafado pela primeira vez no dia 6 de junho de 2005 pelo jornal Folha de São Paulo ao narrar, por meio das denúncias do então deputado Roberto Jefferson, o esquema orquestrado pelo PT para garantir que as votações mais importantes do Congresso Nacional fossem direcionadas de acordo com os interesses do Palácio do Planalto – ou seja, do presidente Lula.

Em 2009 o termo voltou a mídia em um novo episódio: o governador Arruda preparou um esquema semelhante ao de 2005 onde, por intermédio de seu secretário de estado, distribuía recursos para sua base aliada.

Semelhanças: ambos foram corruptos, utilizavam-se de empresários e propinas para garantir votações favoráveis e foram desmascarados por gente que estava incluída no sistema.

Diferenças: em 2005 o Mensalão do PT era orquestrado por sua Executiva Nacional, envolvia todos os estados da federação e o partido mantém, até hoje, todos os seus líderes envolvidos no esquema. O de 2009 aconteceu em um único estado, dividiu sua direção entre os partidos da base governista do Distrito Federal, não envolveu outros estados e o Democratas prontamente tirou do partido não só o governador Arruda mas também o deputado Leonardo Prudente.

Aliás, deputado Leonardo Prudente, sem partido, que motivou o polêmico artigo do Noblat onde ele insiste em afirmar o nome “Mensalão do DEM”.

Agora é com vocês: o mensalão é de quem?

Encerro por aqui a minha visão sobre os fatos, acreditando ter explicado minha indignação, e aproveitando para dizer que não prego aqui que jornalista X ou Y é de partido A ou B. Pelo contrário: acho que todos têm seu direito de se manifestar politicamente. Desde que com ética e honestidade com o leitor, que não é burro nem inocente.

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O triste erro do @BlogdoNoblat

Noblat, articulista d’O Globo, famoso blogueiro e twitteiro de plantão, é profissional pelo qual nutro absurda admiração. Consegue ser imparcial na maioria de suas notas e, mesmo quando não o é, se coloca sempre de maneira ética e bem clara. Não foge dos fatos quando deseja atacar o que discorda.

Hoje, infelizmente, pisou na bola.

Em breve post que trata das recentes manifestações pelo #ForaArruda, citou a reclamação dos ‘comentaristas’ de seu Blog em relação a atividade dos jovens militantes de esquerda que se manifestam agora mas em tempos de mensalão do PT nada fizeram.

Pelas curtas palavras deu a entender que a motivação seria maior agora do que antes, por conta dos vídeos. Discordo, as acusações em tempos de mensalão eram bem graves e nacionais. Mas até aí tudo bem: respeito o posicionamento.

O problema é que logo então sugeriu que a juventude do DEM não tivesse se manifestado em ambos os casos ou porque não existia ou porque seria acomodada.

Ora, ora, Noblat! Você não lê a Folha de São Paulo? O Estadão? O Correio Braziliense? Se até eles nos viram, como você, que nos segue no Twitter, não viu?

Nossas manifestações não precisam se pautar no modelo da esquerda. Vamos pra rua quando precisamos mas também sabemos nos utilizar da internet – espaço totalmente inclusivo – que faz ecoar muito bem o que pensamos!

E outra… Nós, da @JuventudeDEM, nos manifestamos quando o houve crise no nosso partido. E a Juventude do PT? Onde estava nos tempos do mensalão? Não existia ou se escondeu?

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