Democratas baianos promovem a mobilização da juventude

Estive em Salvador durante o dia 20, última terça-feira, com o vice-presidente da Juventude Mineira, Ulisses Araujo, para palestrar para os militantes da Juventude Democratas da Bahia sobre movimento estudantil e a importância da mobilização para promover o desenvolvimento do nosso país.

Chegando por lá, além de poder conhecer de maneira breve algumas das maravilhas naturais da capital baiana, tivemos a primeira surpresa positiva ao ver a estrutura fantástica preparada por Renato Passini, presidente da juventude estadual, para o primeiro Fórum de Debates da ala jovem na Bahia.

Em um espaço que abrigou por volta de 100 jovens de todas as localidades do estado, ficamos posicionados de forma a promover uma grande conversa onde todos os presentes faziam parte ativa da construção dos assuntos.

Fomos introduzidos por um time excepcional de líderes experientes, incluindo o presidente Renato Passini, o ex-deputado e prefeito José Reinaldo, o ex-prefeito jovem e pré-candidato a deputado estadual Tom, o consultor Fábio Rocha e o gande líder baiano, ex-governador e pré-candidato Paulo Souto.

Todos eles tinham em seu discurso um ponto em comum: afirmar a necessidade do Democratas partir rumo a mobilização – palavra-chave do evento – para aumentar seus quadros e se fortalecer como a porta de entrada para o jovem na política.

Foi, a partir daí, que começamos nossa grande conversa. Sobre o ombro dos gigantes que nos antecederam, fizemos um bate-papo animado pautado na evolução – e involução – do movimento estudantil no Brasil que, desde o seu início na década de 20, passa pelo pior momento de sua história.

Narramos uma série de “causos” – tradicional expressão mineira – dos estudantes Democratas e exemplos de sucesso de nossos diretórios municipais, falando sempre da importância da mobilização, frizada por Paulo Souto, e do brilho nos olhos ao lutar pelos ideais, como mencionado por Fábio Rocha.

A conversa, que contou ainda com a exposição de casos por uma série de jovens e a troca de ideias acerca de questionamentos levantados, foi fantástica e me permitiu ainda conhecer pessoalmente alguns amigos que já acompanhava anteriormente pela internet, como Caio César – fundamental para a realização do evento -, Emerson, Rogério Neiva, Rodrigo, Ronney e Laerte.

Agradeço aos amigos baianos pela oportunidade e parabenizo por todo o entusiasmo no trabalho que vem sendo feito de maneira exemplar para todos nós, jovens Democratas, dos demais estados do país!

Estamos juntos na luta!

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Pela vida, por Cuba e pela liberdade

Inicio este artigo em um momento dicotômico para a política mundial. Por um lado, ativistas dos direitos humanos conseguem forte espaço na mídia e nos parlamentos de todo o mundo para lutar pela liberdade de expressão em Cuba. Por outro, as atrocidades parecem ficar cada vez piores dentro da ilha socialista, com o falecimento de Orlando Zapata, o grave estado de saúde de Guillermo Fariñas e a recente prisão de Néstor Rodríguez Lobania.

Neste caso, todos os três citados têm dois fortes pontos em comum. O primeiro é a sua militância política que lhes garantiu a classificação de “Presos de Consciência” pela Anistia Internacional – organização não governamental mundialmente famosa. O segundo é que são alvo de uma investida do Estado e mídia estatal cubana – liderada pelo jornal Gramna – que tenta transformá-los em criminosos comuns, criando fichas policiais onde os acusam de crimes contra o patrimônio e comportamento agressivo.Para entender um pouco melhor o assunto, apresento o breve perfil de cada um deles tendo por fonte matérias recentes do periódico espanhol El País.

Orlando Zapata Tamayo era encanador e pedreiro, fundador do partido Alternativa Republicana e preso em março de 2003 no conhecido e triste evento Primavera Negra, quando foram presos mais 75 ativistas políticos.

Guillermo Fariñas Hernández foi diretor da agência de notícias Cubanacan Press e iniciou sua vida pública pelos direitos humanos em 1989 a partir de um protesto contra o fuzilamento do general Arnaldo Ochoa. Está cumprindo sua terceira pena como preso político e é conhecido por uma série de greves de fome, sendo que sua última – e mais famosa – foi pelo livre acesso a internet para todos os cubanos.

Néstor Rodríguez Lobania é o líder do Movimiento Cubano de Jóvenes por la Democracia e havia sido convidado para palestrar sobre a situação cubana no 2º Encontro de Geneva para Direitos Humanos, Tolerância e Democracia. Após a concessão do visto para a viagem, as autoridades cubanas vetaram sua saída do país – caso que mereceu uma carta de apelo para intervenção da ONU assinada no dia 4 deste mês por 32 organizações internacionais.

Zapata faleceu no dia 23 de fevereiro após uma greve de fome de 85 dias por melhores condições aos presos cubanos, enquanto o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva fazia visita amigável aos ditadores Raúl e Fidel Castro. Lula, em entrevista a Associated Press, condenou a greve de fome como recurso para libertar presos.

Fariñas, em greve de fome junto a Zapata e pela libertação de 26 presos políticos com graves problemas de saúde, foi hospitalizado no dia 11 deste mês após desmaiar em seu 16º dia de protesto. Lula, bem como o fez o Gramna, declarou apoio a justiça cubana e comparou dissidentes políticos a presos comuns.

Lobania foi preso no dia 9 quando se dirigia para o Ministério de Justiça para fazer um novo apelo para que pudesse viajar para o encontro sobre direitos humanos em Geneva. Segundo o Directorio Democrático Cubano, a falsa alegação policial é de conduta violenta e de crimes contra o patrimônio. Lula se calou.

Na contramão ao chefe de Estado brasileiro, seguem parlamentares e organizações de todo o planeta – incluindo o Brasil – que remetem às Nações Unidas e ao Governo Cubano moções de repúdio e campanhas pela liberdade de expressão na ilha socialista.

No Brasil, o deputado Raul Jungmann (Partido Popular Socialista) protocolou no dia 10 uma carta, junto a presidência, dos movimentos oposicionistas de Cuba solicitando apoio do presidente Lula na luta pelos direitos civis. Tentou ainda uma moção lamentando o falecimento de Orlando Zapata mas, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o deputado Nilson Mourão, do partido de Lula, promoveu uma manobra que impediu sua aprovação.

No Senado, no entanto, o mineiro Eduardo Azevedo (social democrata) conseguiu aprovar um voto de solidariedade ao povo cubano.

O Parlamento Europeu, em votação histórica de 509 votos pró e 14 abstenções, uniu socialistas a liberais pela aprovação da moção de repúdio à repressão de Raúl Castro e de preocupação em relação a situação de seus oposicionistas pacíficos.

Percebendo este cenário internacional favorável – o qual orgulharia o recém falecido filósofo liberal francês Jean-François Revel, autor de “Como terminam as democracias” – onde pela primeira vez nas últimas décadas vemos uma forte campanha mundial pelos direitos humanos em Cuba, não podemos permitir que o passar dos dias faça com que a bandeira caia.

Não podemos esperar que Guillermo Fariñas morra, como já disse estar pronto para tal, e que novos ativistas da liberdade sigam o mesmo caminho. Devemos intensificar tal campanha global e agir já!

É por esta visão que integro a campanha da Federação Internacional das Juventude Liberais (IFLRY) que, junto a Freedom House e outras organizações internacionais, intensifica a ação de sua Comissão para Cuba e se prepara para lançar uma nova campanha que atingirá todos os mais de 80 países na qual possui entidades representantes.

Representando a Juventude Democratas de Minas Gerais estou nesta campanha e convido a todos vocês, sensibilizados pelo espirito de liberdade dos ativistas cubanos, que se unam a IFLRY nesta nova campanha. Todo tipo de ajuda, desde que sincera e em prol da liberdade, é totalmente bem vinda.

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Um típico mineiro do Rio de Janeiro

Na última sexta-feira tomei um ônibus a partir de Lavras, cidade de meu pai, com destino ao Rio de Janeiro onde encontraria com parte da minha família. Apesar de ser noite e as estradas estarem absurdamente escuras, pude rever algumas cidades as quais nunca mais havia visitado.

Passei pelo circuito das águas de São Lourenço e Cambuquira, pela altitude da sempre gelada Pouso Alto, pelas lembranças de Pelé em Três Corações… Um passeio fantástico.

No Rio, além de ver os familiares como sempre, resolvi repetir algumas ações – também nostálgicas – que há muito não fazia. Coisas simples, claro, mas que as vezes fazem falta como ler O Globo na Pedra do Arpoador tomando uma água-de-coco e seguindo com uma corrida pela orla até o Leblon que culmina em um banho de mar. Tudo isso com uma leve brisa em um sol de 35 graus.

A cidade estava maravilhosa mas, ainda assim, a melhor parte foi a das reflexões do retorno que me fizeram ter ainda mais certeza sobre uma verdade absoluta que conheci quando me mudei para Minas Gerais.

Voltei para São João del-Rei passando por Juiz de Fora, Barbacena, Barroso e Tiradentes. Cidades igualmente lindas, cada uma com a sua individualidade… Que provam, para quem as conhece bem como as demais do estado, a maior verdade do mineiro:

Triste é o mar por não poder banhar as Minas Gerais.

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