O Titanic da vez

(Publicado pel’O Tempo, 04/10/2016)

Não está completamente certo quem afirma que a esquerda teve seu óbito declarado com o resultado do primeiro turno destas eleições. O mesmo passa a ser fato apenas quando o assunto é o PT: partindo de 630 prefeituras eleitas em 2012, o partido de Lula não passará de 260 ao fim do segundo turno.

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É verdade que anti-heróis como Eduardo Suplicy conseguiram vitórias históricas para a vereança. Com estes, parte da esquerda ideologicamente derivada do PT avançou significativamente. É o caso da REDE de Clécio (Macapá) e do PSOL de Freixo (Rio de Janeiro). Ainda assim, seu resultado em nível nacional foi pífio. Respectivamente, os partidos fizeram 5 e 2 prefeitos, além dos 80 do PCdoB, que avançou 56,9% em relação a 2012.

Isso comprova a crise de credibilidade pós-impeachment, já evidenciada pelos candidatos PTistas que preferiram mascarar a sigla ou se apresentar como “diferentes dos outros”. Ainda, reduz drasticamente as chances de Lula, caso elegível, nas eleições presidenciais de 2018.

Mas mais interessante que os derrotados, é perceber o perfil dos vitoriosos. Em primeiro lugar, não faz sentido afirmar que o brasileiro optou pelo “eu não sou político” ou pelo voto ideológico. A grande maioria do país elegeu o “amigo do amigo”, o candidato do bairro ou aquele que “tem um processo ou outro nas costas mas deixou as ruas asfaltadas nas últimas gestões”.

Ainda assim, o perfil não-político mostrou ter espaço significativo nas urnas. Foi o caso de João Dória, vencendo ao estilo Michael Bloomberg como a alternativa empresarial ao caos político; e também dos candidatos do Partido Novo, selecionados como que em um processo quase autocrático de trainee para multinacional, emplancando com Leandro Lyra (Rio de Janeiro), Janaina Lima (São Paulo), Mateus Simões (Belo Horizonte) e Felipe Camozzato (Rio Grande do Sul). Contando com eles, ganharam espaço nas grandes cidades também o Movimento Brasil Livre (oito eleitos), a Banda Loka Liberal (três) e o Vem Pra Rua (uma) – todos referência no movimento pró-impeachment.

As principais lições são mais de perspectiva futura que realidade atual. A primeira é de que a onda anti-mainstream, já evidente na Europa e América do Norte, chegou ao Brasil e dá sinais que pode se perpetuar, abrindo espaço para figuras até então desconhecidas com apelo para a renovação. O segundo, talvez principal, se relaciona ao conteúdo desta renovação. Aparentemente, não basta, como fez Marina Silva em 2014, se dizer pelo novo, pelo verde ou por bandeiras tradicionais como a educação e a saúde. O eleitor moderno, mais exigente e discrente, quer saber como o candidato pretende lutar por cada um destes motes, identificando seu nível de realismo e afinidade ideológica.

No final das contas, o resultado de 2016 se coloca como a ponta de um grande iceberg que ficará mais claro apenas em 2018. Torço para que o Titanic da vez seja a política do passado.

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De vento em popa rumo ao precipício

(Artigo publicado também pelo Instituto Liberdade)

O ano se aproxima do fim e, com tantas velhas novidades, a jovem democracia brasileira exala vícios de poder que acabam por deprimir até o mais entusiasta dos otimistas. Que a reforma política não sairá, não é mistério para ninguém. Ora, qual político no auge de seu segundo ou terceiro mandato aprovaria mudanças que colocariam em risco sua reeleição em 2014? Mas daí a piorar o que já não anda bem, é um passo danoso e absurdo que parece estar sendo dado.

A criação do PSD foi um destes passos. Reuniram políticos insatisfeitos e aspirantes à governistas em um balaio de gatos que tende a ser uma versão apócrifa do PMDB. Surgiu sem passado, se firma sem presente e não demonstra nenhum rumo para o futuro. Como descreveu seu presidente, o prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), “não é de centro, de direita, nem de esquerda”. No entanto, é governista em praticamente todos os estados do país e trava uma batalha sem fim por cargos em todas as esferas de poder. Ou seja: é um pré-adolescente carente querendo atenção e uma mesada maior.

Do outro lado, os partidos pré-existentes passam por uma crise interna sem tamanho, onde se perdem na escolha entre poder e ideologia. Para eles, parece ser impossível aliar ambos os fatores. Vejam o caso do PSDB: além do tradicional embate entre Minas Gerais e São Paulo, não conseguem decidir se adotarão a versão paz e amor ou se farão oposição de verdade. O caso do ministro Fernando Pimentel é apenas uma pequena amostra dos dilemas Aécio-Serristas vividos pela legenda.

Sobre o PT, não preciso nem me aprofundar. O antigo partido que pregava o calote internacional, segue à risca a cartilha do Consenso de Washington e, com a ex-comunista Dilma Roussef, aposta nas privatizações do sistema aeroportuário como solução para o desenvolvimento brasileiro. Concordo totalmente com a fórmula econômica, mas… E os seus filiados?

Filiados, aliás, que nem sempre adotam as mudanças sonhadas por seus líderes partidários. Essa foi a realidade do Democratas: desde sua re-fundação, adotou uma postura invejável em nível nacional. Defendeu a redução dos impostos, promoveu CPIs e cortou na carne quando o então governador Arruda foi acusado de corrupção. No entanto, seus senadores e deputados ainda não conseguiram contagiar prefeitos e vereadores. Em boa parte do interior de todo o país, o partido continua com o antigo vício de ser controlado por caciques e grupos familiares.

No entanto, o que mais me assusta é o comentário do ex-prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) em seu conhecido ex-Blog onde, ao analisar a crise européia, afirma que “o orçamento é a razão histórica de ser dos parlamentos” e que estes sofrem atualmente uma crise de soberania com as restrições fiscais que a realidade econômica os impôs.

Não concordo integralmente quando o assunto é a Europa mas, se fosse direcionada para o Brasil, a afirmação seria precisa. Por aqui, mais do que partidos, o que vale é a influência do parlamentar na hora de aprovar suas emendas orçamentárias e fazê-las serem adotadas pela presidência e seus ministros. Para eles, o que dá voto não são discursos inflamados ou projetos de lei, mas recursos para leitos hospitalares, reformas em escolas e instalação de mata-burros.

Cesar Maia revelou uma triste realidade que explica claramente, entre outros, a criação do PSD, o dilema tucano, o capitalismo PTista e a ineficiência da renovação democrata. Explica ainda o fracasso da reforma política e, infelizmente, dá o tom do ano eleitoral que se iniciará em poucos dias.

Enquanto a razão de ser de nosso legislativo for a distribuição do orçamento, continuaremos a ser a democracia das velhas novidades.

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Entrevista (comentada) do senador José Agripino

Entrevista concedida pelo presidente nacional do Democratas, senador José Agripino, ao jornal O Tempo (Minas Gerais).

Perguntas em vermelho, respostas em preto e comentários meus em [azul].

O DEM É UM PARTIDO QUE DIMINUIU DE TAMANHO AO LONGO DO TEMPO: PERDEU REPRESENTAÇÃO TANTO NOS GOVERNOS ESTADUAIS QUANTO NO CONGRESSO NACIONAL. POR QUE ISSO ACONTECEU?

O DEM pagou o preço por ter exercido o papel de ator coadjuvante nas alianças com o PSDB. O partido abriu mão, em vários momentos, de disputar governos estaduais e prefeituras para favorecer a vitória do aliado. A mesma coisa aconteceu no plano nacional. E isso fez com que o partido perdesse o papel de protagonista, cedendo espaço ao PSDB, que foi um parceiro leal, mas que, no decurso do tempo, fez com que nós perdêssemos espaços.

[O senador dá sinais de que o DEM está pronto para seguir carreira “solo”. O discurso pode ter dois sentidos: (1) sentir a reação da imprensa/eleitorado em relação a empreitada independente, e/ou (2) avisar ao PSDB que espera um “tratamento melhor” para continuar na parceria]

O DEM errou ao ter escolhido esse caminho?

As circunstâncias nos condicionaram a isso. Essa foi uma opção feita desde a fundação. O PFL foi criado para fazer a transição democrática, com a eleição de Tancredo. Tancredo morreu, assumiu José Sarney, que compôs o governo. Em seguida, nós participamos de disputas alinhados com Fernando Henrique Cardoso, por conta de afinamentos programáticos que tínhamos. Então, as circunstâncias de disputas eleitorais, em função de afinidades programáticas, nos levaram a compor uma chapa. Eles eram mais fortes, tinham candidato a presidente da República com mais chances de ganhar, nós oferecemos o vice e seguimos junto com o PSDB. Não foi o caminho errado, foi o caminho possível.

[Um recado claro ao senador Aécio Neves, reforçando a dívida histórica pela eleição de seu avô]

Em 2009, o partido viveu uma de suas piores crises, que ficou conhecida como “mensalão do Democratas”. Esse episódio já está superado?

Sim. Nós fizemos o que nenhum partido fez. Nós tomamos a iniciativa de expulsar o nosso então principal quadro, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que, do ponto de vista administrativo, ia se conduzindo muito bem, mas que foi apanhado num flagrante atentado à ética. O DEM não hesitou pela sua expulsão em rito sumário. Cadê que o PT toma iniciativa semelhante? Quantos partidos acusados de prática de improbidade por próceres importantes tomam a mesma iniciativa? Para nós, esse assunto ficou encerrado, mas a imprensa, com a repetição da menção permanente do termo “mensalão do DEM” – que nunca foi mensalão do DEM, mas do governo do Distrito Federal -, prejudicou a imagem do partido.

[Como já era esperado, o senador reforça a postura do partido que, em caso de candidatura própria em 2014, baterá na tecla da ética por ter sido o único a cortar na carne. A bandeira é válida também para as eleições nas capitais em 2012]

Recentemente, o DEM também perdeu parte de seus quadros para o PSD. Qual foi a consequência disso para o partido?

O PSD foi criado com integrantes do DEM que tinham compromissos com si próprios, não tinham o compromisso partidário. Então, eles se foram e ficou o partido com a sua essência. Quem ficou no DEM – a maioria de seus líderes – ficou com o prestígio e a história. Então, prejuízo numérico existiu sim. Qualitativo, não.

Quando do surgimento do PSD, muitos parlamentares afirmaram que a tábua de salvação para o DEM seria a fusão com o PSDB. Essa é uma possibilidade?

Esse assunto não está na nossa pauta.

[Mas pode estar… Retorno mais adiante]

E as alianças compulsórias com os tucanos em 2012, já defendidas publicamente, inclusive pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), como ficam?

Não existe isso. O Democratas tem que pensar em si próprio. Cada partido tem a obrigação de pensar em si próprio. Respeitadas as afinidades, se a conveniência do Democratas for a aliança com o PSDB, muito bem, faremos, pois temos afinidades. Reservamos ao PSDB o papel da nossa interlocução privilegiada, mas não compulsória.

O senhor acaba de ser reconduzido à presidência do DEM. Quais os planos para os próximos anos?

Primeiro de tudo, vamos colocar as ideias do partido à frente das nossas próprias lideranças. Nós temos hoje as lideranças mais atuantes dentre os partidos de oposição, mas importantes mesmo têm que ser as nossas ideias. A ideia do Estado compatível com a qualidade do serviço público oferecido. Nunca um Estado com 40 ministérios. Um partido que defende uma carga de impostos que está de acordo com os interesses do Brasil em ser um país competitivo. E não dá para ser competitivo com essa carga tributária incivilizada que nós temos. Um partido voltado para o combate permanente à corrupção. Com as nossas ideias e a nossa postura, nós temos certeza de que haverá crescimento partidário.

Essa valorização das ideias do partido seria uma forma de retomar a ideologia da direita?

O DEM é um partido que tem uma articulação internacional, no plano da América Central, América do Norte e Europa, claramente de centro. Somos filiados ao IDC – Internacional Democrata de Centro – e é isso que nós queremos. A nossa ideologia é o que eu acabei de dizer, se é de centro, de direita ou de esquerda, isso é um carimbo que você pode colocar. O que nós somos é um partido que defende o prestígio do capital privado, o respeito à propriedade privada como forma de se garantir a segurança jurídica do Brasil no plano internacional.

[Apesar do posicionamento ideológico, o senador evita rótulos. Complemento na próxima]

Ou seja, liberal?

Evidentemente que não defendemos o chamado Estado mínimo, mas um Estado compatível, que não comporte 40 ministérios, mas faça uma prestação de serviços com quadros eficientes e não composto por pessoas que tenham como trunfo principal uma estrelinha do PT na lapela. Somos contra a ocupação das funções de Estado por pessoas cujo único mérito seja o alinhamento programático-partidário.

[Devido a péssima imagem linkada com o neoliberalismo e a direita – remetendo à ARENA – o senador evita identificar o Democratas como partido liberal de direita. O conceito liberal, que na Europa está diretamente ligado aos direitos humanos e respeito ao cidadão, toma o rótulo de elitista na América Latina. O objetivo, pelo que entendo, é de que a cúpula do partido não assuma rótulos mas dê liberdade aos seus militantes – essencialmente à juventude – para que os assuma para a criação de uma nova cultura onde a identidade liberal/conservadora/direita não tenha conotação negativa]

O DEM pretende lançar candidato a presidente da República em 2014. Por quê?

Ora, porque o objetivo de qualquer partido político é a chegada ao poder. Agora, os nomes possíveis virão em consequência da tese. A tese da candidatura própria à Presidência está nas cogitações do partido. Mas, entre a tese e o nome, há a distância que vai ser medida no tempo.

E nesse tempo haverá a consolidação de nomes. Eu não tenho dúvidas de que nós – que não temos hoje nenhum prefeito de capital -, nas eleições do próximo ano, faremos alguns prefeitos de capitais e muitos de cidades importantes. A partir desse crescimento de 2012, teremos a volta a, no mínimo, o tamanho que tínhamos antes do ataque do PSD. De acordo com esse crescimento de 2012, a tese da candidatura própria à Presidência, que está posta e defendida no partido, será considerada.

[A tese se torna bem clara: o resultado eleitoral de 2012 definirá o futuro do partido. Caso hajam vitórias consideráveis, a candidatura própria do DEM se viabiliza. Caso haja a manutenção do cenário atual, tudo indica que a aliança com o PSDB será mantida – mesmo que de forma mais distante. Caso o resultado seja péssimo, abre-se a porta para a fusão – seja com quem for]

O PSDB também deve concorrer ao Palácio do Planalto em 2014. Duas candidaturas da oposição ajudarão a derrotar o governo?

Não dá para saber o que vai acontecer daqui a três anos. Quem disse que a oposição não estará suficientemente forte para disputar a eleição com nomes bastante competitivos? Entre hoje e a eleição de 2014, muitos fatos podem acontecer. Você não pode raciocinar 2014 como se fosse hoje.

[Como disse no início: um teste para perceber o retorno da opinião pública e uma pressão sobre o PSDB e, quem sabe, PMDB]

Dilma Rousseff talvez tenha sido a presidente da República que mais viveu crises no seu primeiro ano de governo. Como o senhor o avalia?

Primeiro de tudo, não é o governo de Dilma Rousseff, mas o prosseguimento dos governos do PT. Em um ano, você já teve seis ministros demitidos por corrupção e mais dois estão na fila. Então, você teve um governo que o tempo inteiro conviveu com a improbidade, até porque os ministros que caíram foram substituídos por outros indicados pelo partido do demitido. A punição não existiu nunca. Foi a conivência com a improbidade e a impunidade.

Mas não há méritos da gestão?

Também se esperava de Dilma uma gestão eficiente, mas basta ver os números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, no governo dela, são inferiores em matéria de execução. A execução das obras do PAC apresenta hoje um desempenho percentual inferior ao dos tempos em que ela era a executora em nome de Lula. Dilma é frustração em termos políticos e em termos administrativos.

[O jornal O Tempo deu uma excelente oportunidade para que o senador Agripino desse um recado ao senador Aécio Neves em seu território. Os partidos seguem juntos mas é notório que o Democratas demanda mais “carinho” para manter a fidelidade que sempre teve desde a eleição de seu avô. Ao mesmo tempo, o Democratas ensaia vôo próprio e começa a se apresentar para a opinião pública como alternativa política para o país. Dependendo do resultado – e aí são fundamentais tanto os jovens como nossos parlamentares – haverá a viabilidade de termos, por exemplo, o senador Demóstenes Torres – que estará no meio de seu mandato – como candidato. A estratégia vem em boa hora e dá aos idealistas uma oportunidade sem igual de fortalecer seu discurso nas mídias sociais]

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Quem é o #JOVEMpraVICE @DepIndiodaCosta

Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa é jovem.

Formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes e especializo em Políticas Públicas pela UFRJ, Índio é nascido em 1970 e teve seu primeiro cargo público com apenas 23 anos – foi membro, em 1993, do Conselho Municipal de Desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro.

No ano seguinte foi indicado pelo prefeito Cesar Maia para ser Prefeitinho do Parque do Flamengo, cargo que desempenhou até o ano seguinte quando foi nomeado Administrador Regional de Copacabana e Leme.

Após um ano no cargo candidatou-se a vereador pela cidade do Rio pelo então PFL, atual Democratas. Sagrou-se eleito por três vezes: 1996, 2000 e 2004. Na primeira vez tinha apenas 26 anos e tem em seu currículo a co-autoria da política de turismo do Rio.

Foi indicado, com 31 anos, para ocupar a Secretaria Municipal de Administração da cidade do Rio de Janeiro. Prezou pela transparência e pela desburocratização, criando um sistema inovador que reduziu custos, prazos e níveis hierarquicos.

Ocupou o cargo por 5 anos até que, em 2006, foi eleito Deputado Federal com apenas 36 anos.

Hoje, com 40 anos, é membro da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara Federal, da Comissão de Direito do Consumidor, e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

É relator do Estatuto da Metrópole e foi relator – guerreiro – do projeto Ficha Limpa, que, vitorioso, garante moralidade à política e exige bons precentes dos que querem nos representar.

Índio da Costa é o jovem que o Democratas escolheu para nos representar ao lado de José Serra. Índio da Costa é o jovem que carregará consigo o sonho da juventude, a maturidade dos experiêntes e, principalmente, a força das novas ideias do povo brasileiro.

Força, Índio! Nós estamos contigo!

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Quando o #DEMpraPRESIDENTE virou #JOVEMpraVICE

Da base ao cume, o Democratas gritou contra a falta de respeito do descumprimento do acordo com o PSDB. O Democratas se uniu, mostrou seu discurso firme nacional coerente em todas as suas pontas, e com isso se fortaleceu.

Mostrou ao Brasil que está pronto para remar contra a maré do populismo e da politicagem para representar, de cara limpa, o povo brasileiro.

Hoje, dia 30 de junho, é um dia histórico. É um marco. Para o Democratas, que se manteve unido e coerente com seus ideias, e para o Brasil, que acompanhou os diálogos e viu ser indicado Índio da Costa, o homem público que será o mais jovem a ocupar o cargo de Vice-Presidente do Brasil.

Estou feliz, absurdamente satisfeito e orgulho de trocar a campanha #DEMpraPRESIDENTE pelo coro, que vai ecoar pelo Brasil, quero um #JOVEMpraVICE.

Mostramos hoje que o Brasil está pronto para poder mais, sendo o país da força das novas ideias.

Parabéns, Democratas! Parabéns, Brasil!

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Façamos justiça ao DEM

Do Blog do Noblat (com agradecimento à Martha Melissa pela indicação), magníficas palavras sobre o atual cenário político brasileiro. Melhor do que fazer qualquer comentário é transcrever exatamente sua fala. Nos próximos posts volto a narrar minha viagem na Alemanha.

Que tal pararmos de implicar com o DEM?

Ou melhor: que tal pararmos de implicar sem razão com o DEM?

Com razão, vale.

Quantos mensaleiros ou suspeitos de mensaleiros foram expulsos pelo PT? E quantos aloprados foram expulsos?

Aloprados foram aqueles, assim chamados por Lula, que se envolveram com a compra de um dossiê fajuto para prejudicar candidatos do PSDB às eleições de 2006 – entre eles José Serra e Geraldo Alckmin.

O senador Eduardo Azeredo (MG) foi o protagonista mais ilustre do mensalão do PSDB. Foi expulso? Obrigado a se desfiliar? Não.

O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, acabou se desfiliando do DEM para não ser expulso. O vice-governador Paulo Octávio se desfiliou esta tarde – e renunciou ao governo em seguida.

Há outros exemplos de políticos forçados a abandonar o DEM.

Alguém poderá comentar: Quem manda o DEM abrigar tantos meliantes em seus quadros?

E os outros partidos, não abrigam?

O DEM merece ser criticado – como de resto os demais partidos. Mas não por ser excessivamente tolerante com quem pisa na bola. É o menos tolerante de todos.

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Era uma vez Lula, a fábula do Brasil

Em artigo iniciado com o tradicional “Once upon a time” (“Era uma vez“) dos contos de fadas, o artigo “Lula, sanitised” (“Lula, higienizado“) da versão impressa do “The Economist” de ontem, 21, relata a fábula (“tale“) cinematográfica que tenta transformar o presidente brasileiro em mito com o financiamento de grandes empresários ligados ao Governo Federal (como afirma ao citar matéria da revista Veja ainda em sua pré-estréia.).

Cita, para justificar seu início, a forma com que o filme retrata Lula como “um estudante perfeito, um marido perfeito e um político moderado que abomina a violência” ao mesmo tempo em que corta cenas de seu livro-fonte como a do assassinato de um empresário em meio à greve de seu sindicato.

No entanto, esta tentativa frequente de transformá-lo em mito por meio de golpes midiáticos não é novidade para nós, brasileiros.

Um exemplo atual disto foi o discurso de ontem, quando Lula chamou o presidente tucano, Sérgio Guerra, de babaca de fronte a seus ministros em contraposição à sua fala de hoje para a população de Itapira (SP) quando se fez de amigo do governador, também tucano, José Serra.

São por essas e outras que a população brasileira, atenta, já percebeu o que é jogada de marketing e o que é verdade. Isso justifica o fracasso de público do filme de Lula, justifica o fracasso da “mineirização” de Dilma e justificará o fracasso eleitoral do PT em outubro.

A mídia internacional, no entanto, só está começando a perceber agora mas, mesmo assim, ainda há tempo para que se responda o que perguntou o portal latino HACER sobre o nosso presidente: “Lula ¿Cristo o Castro?

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Quando o Governo baixa o nível

Partido dos Trabalhadores começa a dar claras mostras de que sua ridícula situação nas pesquisas da sucessão presidencial estão afetando o humor de sua cúpula nacional.

Mesmo clamando no papel por uma campanha de alto nível, lançaram nota hoje pela manha em seu site chamando o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, de jagunço do governador paulista José Serra – que, por sua vez, tivera seus atos considerados como pura hipocrisia.

O presidente Lula, não satisfeito, proferiu mais algumas palavras no início da tarde em reunião ministerial, como narrou Lauro Jardim por meio do Radar On-line da revista Veja.

De fronte a 40 ministros, sabendo que o conteúdo da reunião iria para a mídia, Lula reafirmou temer que a campanha fosse de “baixo nível” e chamou o senador Sérgio Guerra de babaca.

O presidente tucano, entrevistado logo após o incidente, foi direto ao afirmar que “o presidente é conhecido por não controlar seu vocabulário e pela enorme capacidade de não refletir sobre o que diz. O melhor que ele tem a fazer é respeitar a lei e parar com a campanha antecipada”, em clara referencia a representação aberta pelo Democratas, PSDB e PPS contra o presidente e sua candidata, Dilma Roussef.

O teor da representação, como apresenta o blog do líder democrata no senado, José Agripino, é pesado:

“A única conclusão a que se pode chegar é a de que, mais uma vez, o Presidente da República estava fazendo comício em prol da candidata (…) foi mais uma explícita propaganda em favor da representada Dilma Roussef, ao afirmar que a principal razão da viagem não era outra senão a de divulgar o nome daqueles que, sob sua visão de mundo, ajudaram a fazer as coisas neste país”.

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Histórias do movimento estudantil mineiro

A jornalista Denise Motta publicou na página 3 do primeiro caderno do Hoje em Dia de domingo, 17, a matéria “DCEs viram trampolim político para estudantes” onde sou citado junto a outros militantes estudantis e partidários do estado, bem como Caio Rodrigues (PSDB), Bruno Carone (PMDB) e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT).

Na notícia aparecemos como jovens lideranças partidárias que nos utilizamos do movimento estudantil para ganhar o amadurecimento político que a vida pública e os trâmites democráticos exigem.

Narrou nela, por exemplo, os avanços do hoje deputado Reginaldo Lopes, que fora do DCE da minha UFSJ – e, aliás, do Centro Acadêmico do meu curso.

Faltou fazer o link, no entanto, explicando que o tal aparelhamento do DCE, ao qual eu me referi, foi promovido exatamente por este que hoje é deputado.

Faltou dizer que nos seus tempos, campanhas para o DCE custavam cifras com até quatro casas… Bancadas por seu partido! Cifras, aliás, que hoje não existem apesar do dia-a-dia universitário estar repleto de diversos grupos políticos.

Obrigado pela oportunidade, Denise! Obrigado, jornal Hoje em Dia! A juventude precisa exatamente desse espaço que vocês proporcionaram para mostrar que, mais do que o futuro, estão fazendo o presente acontecer.

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Libertários: à direita dos Democratas

Semana passada tive meu primeiro contato pessoal com os integrantes do Libertários (LIBER), o novo partido que tende a integrar o cenário político brasileiro nos próximos anos. São eles os ultra-liberais, dividos entre liberais clássicos, anarco-capitalistas e miniarquistas, que há tempos promoveram algumas discussões no site da Juventude Democratas.

As conversas foram interessantes… Fomos apresentados em um seminário do PSDB e logo de inicio recebi algumas indiretas de que o Democratas seria conservador demais para se considerar liberal. Achei engraçado… Na hora confesso que me senti um Tucano sendo considerado direitista pelo PT e esquerdista pelo DEM.

Nos próximos contatos tivemos a oportunidade de conversar melhor e achar diversos pontos em comum. Assumo que minha visão política acaba se aproximando bastante daquela que defendem os anarco-capitalistas, principalmente no tocante a liberdade do indivíduo, mas me considero um reformista.

Não acredito em mudanças bruscas, da noite para o dia. Não acredito que valha a pena sacrificar o curto prazo mesmo sabendo-se dos ganhos futuros. Devemos balancear… Saber dosar.

Mas acredito nos Libertários. Tem uma pureza política e ideológica invejável. O que falta a eles, no entanto, é um tom de realismo. Falta aliar aos seus objetivos também a prática política da negociação democrática. E isso não vai ser dificil. Já deram o passo mais complicado que é iniciar o trabalho.

Passei, a parti dali, a me considerar um admirador ainda maior da liberdade, da democracia e dos Libertários. Nós, como brasileiros ou democratas, temos muito a ganhar.

Para os interessados indico, além do site deles, os blogs em inglês dos professores Robert Paul Wolff, Hans Hoppe e Roderick Long, e em português do Instituto Ludwig Von Mises.

Aproveitem as leituras!

😉

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Democratas, Tucanos e Libertários por Minas Gerais

Acabo de chegar em Lavras retornando de viagem feita à Belo Horizonte para participar do Seminário de Formação Política da Fundação Konrad Adenauer, organização alemã que trabalha disseminando seus ideais democráticos pelo mundo.

O convite, que fiz questão de aceitar, partiu do recém empossado presidente da Juventude Tucana, Adriano de Faria, que tive o prazer de conhecer pessoalmente no evento. Ele, pessoa singular de absurda liderança e senso de humor, é a cara da renovação do PSDB. Alias, bem como é também o Gabriel de Azevedo, que também estava lá e ainda mencionou sua ‘saga’ contra o deputado dr. Rosinha.

No evento pude observar discussões fantásticas das mais diversas áreas do cenário político e ainda tive o prazer de moderar palestra do professor Leonardo Avritzer, orador e acadêmico fantástico do Departamento de Ciência Política da UFMG com diversas publicações no Brasil e Estados Unidos.

O seminário foi singular e não só pela excelente formação oferecida – ainda que fosse em cima da Social Democracia, modelo que não costumo seguir.

O seu grande marco foram os avanços políticos: estivemos nós, da Juventude Democratas, em contato direto com a Juventude Tucana e os Libertários – sobre os quais escreverei em breve. Somos grupos com idéias diferentes mas temos nossas semelhanças que garantirão, com toda certeza, fortes trabalhos conjuntos nos meses que se seguirão.

Aguardem as novidades, galera! Elas serão positivas e não serão poucas!

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Sem pai nem mãe, rumo à 2010

O Partido dos Trabalhadores conseguiu atingir um cenário tão complicado que não se pode confiar nem em seu processo eleitoral interno. E isso não é golpismo da oposição ou factóide inventado pela mídia golpista, como eles gostam de falar.

Partiu de Gleber Naime, candidato a presidência ao PT-MG, que, alinhado ao pré-candidato ao Governo do Estado Patrus Ananias, não é crédulo da lisura do processo eleitoral que indica tendência a vitória do deputado federal Reginaldo Lopes.

O processo, segundo Naime, “foi marcado em Minas por centenas de ocorrências policiais”.

Pelo outro lado corre o atual presidente, deputado Reginaldo Lopes. Figura conhecida aqui pelas terras de São João del-Rei, nasceu em Bonsucesso e veio para cá estudar.

Formou-se, como meu (bem) antigo veterano, em Ciências Econômicas. Esteve, como eu, no DCE da UFSJ (a federal local, criada por influência de Aécio) e no Centro Acadêmico de nosso curso. Cheguei, inclusive, a compor mesa com ele em 2007 no encerramento da X Semana de Economia da UFSJ onde trocamos elogios – no tocante aos recursos direcionados para a universidade – e farpas – no tocante a visão sobre democracia.

É gente boa. Tem seus defeitos, é óbvio, mas é gente boa. Bem articulado e consegue conversar com todos os partidos, já tendo se aliado (e brigado posteriormente) com militantes da UJS/PCdoB e promovido composição que elegeu um prefeito do PSDB com vice do PT.

Fez tudo isso curiosamente na cidade do tucano Aécio, amigo de Fernando Pimentel – candidato de Reginaldo Lopes ao Governo do Estado – que se juntou ao PT, desta turma, para eleger Marcio Lacerda (PSB) para a Prefeitura de BH.

Ah sim!
… Aécio, por incrível que pareça, é aquele mesmo que é apoiado nacionalmente pelo DEM para a candidatura a presidência da República contra Dilma, do PT.

Façam suas apostas sobre o cenário de 2010 porque para mim nunca na história deste país (sic) esteve tão confuso.

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