De vento em popa rumo ao precipício

(Artigo publicado também pelo Instituto Liberdade)

O ano se aproxima do fim e, com tantas velhas novidades, a jovem democracia brasileira exala vícios de poder que acabam por deprimir até o mais entusiasta dos otimistas. Que a reforma política não sairá, não é mistério para ninguém. Ora, qual político no auge de seu segundo ou terceiro mandato aprovaria mudanças que colocariam em risco sua reeleição em 2014? Mas daí a piorar o que já não anda bem, é um passo danoso e absurdo que parece estar sendo dado.

A criação do PSD foi um destes passos. Reuniram políticos insatisfeitos e aspirantes à governistas em um balaio de gatos que tende a ser uma versão apócrifa do PMDB. Surgiu sem passado, se firma sem presente e não demonstra nenhum rumo para o futuro. Como descreveu seu presidente, o prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), “não é de centro, de direita, nem de esquerda”. No entanto, é governista em praticamente todos os estados do país e trava uma batalha sem fim por cargos em todas as esferas de poder. Ou seja: é um pré-adolescente carente querendo atenção e uma mesada maior.

Do outro lado, os partidos pré-existentes passam por uma crise interna sem tamanho, onde se perdem na escolha entre poder e ideologia. Para eles, parece ser impossível aliar ambos os fatores. Vejam o caso do PSDB: além do tradicional embate entre Minas Gerais e São Paulo, não conseguem decidir se adotarão a versão paz e amor ou se farão oposição de verdade. O caso do ministro Fernando Pimentel é apenas uma pequena amostra dos dilemas Aécio-Serristas vividos pela legenda.

Sobre o PT, não preciso nem me aprofundar. O antigo partido que pregava o calote internacional, segue à risca a cartilha do Consenso de Washington e, com a ex-comunista Dilma Roussef, aposta nas privatizações do sistema aeroportuário como solução para o desenvolvimento brasileiro. Concordo totalmente com a fórmula econômica, mas… E os seus filiados?

Filiados, aliás, que nem sempre adotam as mudanças sonhadas por seus líderes partidários. Essa foi a realidade do Democratas: desde sua re-fundação, adotou uma postura invejável em nível nacional. Defendeu a redução dos impostos, promoveu CPIs e cortou na carne quando o então governador Arruda foi acusado de corrupção. No entanto, seus senadores e deputados ainda não conseguiram contagiar prefeitos e vereadores. Em boa parte do interior de todo o país, o partido continua com o antigo vício de ser controlado por caciques e grupos familiares.

No entanto, o que mais me assusta é o comentário do ex-prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) em seu conhecido ex-Blog onde, ao analisar a crise européia, afirma que “o orçamento é a razão histórica de ser dos parlamentos” e que estes sofrem atualmente uma crise de soberania com as restrições fiscais que a realidade econômica os impôs.

Não concordo integralmente quando o assunto é a Europa mas, se fosse direcionada para o Brasil, a afirmação seria precisa. Por aqui, mais do que partidos, o que vale é a influência do parlamentar na hora de aprovar suas emendas orçamentárias e fazê-las serem adotadas pela presidência e seus ministros. Para eles, o que dá voto não são discursos inflamados ou projetos de lei, mas recursos para leitos hospitalares, reformas em escolas e instalação de mata-burros.

Cesar Maia revelou uma triste realidade que explica claramente, entre outros, a criação do PSD, o dilema tucano, o capitalismo PTista e a ineficiência da renovação democrata. Explica ainda o fracasso da reforma política e, infelizmente, dá o tom do ano eleitoral que se iniciará em poucos dias.

Enquanto a razão de ser de nosso legislativo for a distribuição do orçamento, continuaremos a ser a democracia das velhas novidades.

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A Defesa da Safadeza

Confesso considerar o jornalista Reinaldo Azevedo um tanto radical. Mas gosto dele e, na maior parte das vezes, concordo com o que escreve.

Hoje, no entanto, ele se superou e escreveu exatamente o que eu já pensava em postar por aqui. Assim sendo, é claro, cedo o espaço para re-publicar o que também está neste link do site da revista Veja.

Reinaldo Azevedo (VEJA)

Vocês acompanharam a reação da canalha a soldo, que pratica aquela sordidez que pretende chamar de jornalismo. A reportagem da VEJA, diziam os vagabundos, não passava de uma conspiração para derrubar Orlando Silva. Tudo seria uma grande armação reacionária contra esses notáveis revolucionários do PCdoB.

Taí. O ministro foi demitido. MAS NÃO FOI DEMITIDO PORQUE A “VEJA” QUIS. FOI DEMITIDO POR SEUS ATOS À FRENTE DO MINISTÉRIO. Como bem disse Orlando Silva, quem nomeia e demite ministros é a presidente Dilma Rousseff.

A VEJA, como imprensa que se preza, faz o seu trabalho. Conta ao leitor aquilo que sabe desde que diga respeito ao interesse público.

Mas a revista também tem seus gostos, suas preferências, sim. Gosta de aplaudir, por exemplo, a boa governança; gosta de elogiar as iniciativas que levem à eficiência do serviço público; gosta das práticas que modernizam o estado; gosta das decisões de governo que se pautem pela responsabilidade fiscal e que repudiem a demagogia. Prefere, em suma, o Brasil que respeita a população àquele que concorre para a sua pobreza.

A corrupção surrupia dos brasileiros, estima-se, R$ 85 bilhões por ano. Ninguém em sã consciência e de peito aberto defende a safadeza, a sujeira, o malfeito, a pilantragem. Mas é preciso tomar cuidado com um tipo nem tão novo de corrupto, mas hoje muito influente: O CORRUPTO COM PEDIGREE IDEOLÓGICO.

Nas vezes em que VEJA noticiou malandragens praticadas por representantes de partidos ditos “conservadores” ou “de direita” — e foram tantas em 43 anos! —, nunca se acusou a revista de participar de algum complô ou de ter alguma intenção sub-reptícia. Basta que a denúncia atinja, no entanto, um medalhão da esquerda — ainda que seja essa esquerda que está aí: mais dinheirista do que propriamente ideológica —, então surgem os justificadores da ladroagem, tentando revesti-la de resistência democrática.

Não falo em nome da revista. Não tenho mandato pra isso. Falo em nome de uma cultura, que distingue o interesse público do interesse privado. VEJA continuará a aplaudir as iniciativas dos governos e dos governantes em favor do Brasil e dos brasileiros e continuará a denunciar aqueles que, sob o pretexto de defender o bem público, lutam apenas em favor de seus próprios interesses.

A safadeza, está provado, nao tem ideologia. Mas a defesa da safadeza tem.

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Eleições 2010: quando o balde de absurdos transborda

O cenário pré-eleitoral que já estava beirando o absurdo transbordou. E não é choro de oposição. A situação chegou em um ponto que até a militância do PT já se sente envergonhada pelo antes representante do partido da ética.

Foram quatro multas recebidas pelo presidente Lula por fazer campanha antes da hora. QUATRO. Fora a campanha explícita no horário eleitoral gratuito que foi ao ar e nenhum juiz se pronunciou, enquanto as propagandas do Democratas tem sido frequentemente censuradas.

Algo estranho, não fosse o fato do TSE ter seu principal cabeça indicado pelo presidente Lula.

O caso do filme “Lula, o filho do Brasil” eu nem comento. O que eu prefiro citar é a reação do presidente da República exposta pelo Luciano Tadeu Damiani, presidente do Sindicado das Empresas Videolocadoras do Estado de São Paulo, em entrevista a revista Época:

Segundo ele, o presidente Luis Inácio, que já havia declarado ter assistido a versão pirata de “Dois filhos de Francisco”, pediu uma cópia do filme e achou ruim quando Fábio Barreto disse que queria evitar a reprodução ilegal. Mas é claro! O filme-campanha patrocinado pela Petrobras deveria chegar nas mãos da massa, e nada melhor que um DVD pirata para tal. Os altos impostos do Governo Federal impedem que a massa popular comprem o produto original.

A íntegra da entrevista está neste link aqui.

Beirou o absurdo? Pois é… Agora transborda com a nota fresquinha do Lauro Jardim, da revista Veja: “Lula usa comunicação do governo para Dilma“.

Segundo Lauro, Lula utilizou a coluna semanal “O presidente responde”, endereçada a 153 jornais do país, para falar que a candidata que fez parte da construção do PAC com certeza seria aquela que daria continuidade ao programa no próximo mandato.

E se isso tudo não puder ser configurado como crime eleitoral, meus amigos, me desculpem mas o que precisamos não é de um bom governante. É de um país com instituições de verdade.

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Expulsando as raposas do galinheiro

Tenho me divertido bastante nos últimos dias ao receber a visita de militantes profissionais do PT que, incomodados com as verdades ditas por aqui, acreditam que conseguirão, intimidando, calar aqueles que se manifestam contrários ao Governo Lula.

Nada de anormal para quem já acompanha o “jeito PT de governar” há quase oito anos. Pelo contrário: é uma reprodução das bases para aquilo que a cúpula governista já vem fazendo há tempos, inclusive tentando impor a criação de um conselho nacional sobre os veículos de comunicação.

Bom… Para os PTistas que me visitam, além de agradecer pelos acessos que tem feito meu blog contalibizar, gostaria de dar algumas dicas:

1) Todo comentário aqui neste Blog aparece para a moderação com o IP do computador que o emitiu e, quando o usuário é fake, o comentário não é aprovado. Em outras palavras: se quer fingir ser outra pessoa, que o faça direito.

2) Apelidos grosseiros como “Paula Tejano” e “Tomas Turbano” só são engraçados para uma faixa etária de 12 a 15 anos. Esta faixa, por mais que seja a da idade mental dos PTistas que comentam por aqui, não é a do público alvo deste blog. Tentem algo mais criativo e maduro na próxima vez. Talvez eu aceite só pela graça da piada.

3) O público alvo deste Blog costuma ser fixo. Repete visitas, retorna para novas postagens… Ou seja: conhece o meu jeito de escrever e confia, pelo menos um mínimo, na credibilidade do que eu escrevo. Do contrário não perderia seu tempo lendo. Assim sendo, tentar me ofender me chamando de mentiroso só acaba por danificar ainda mais a credibilidade do seu comentário (que, convenhamos, já não era dos mais confiáveis).

Termino agradecendo mais uma vez pelos acessos, não só dos PTistas, e afirmando que não adianta a raposa ser forte se a galinha é mais inteligente.

Voltem sempre!

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Ciro Gomes: o Profeta do Apocalípse

O Montenegro, presidente do IBOPE, “vende até a mãe” e “instituto de pesquisa sério, fora o Datafolha, não existe”.

No cenário político brasileiro as avaliações não são muito diferentes. O Serra, pré-candidato tucano a presidência, “sabotou o Real e o FHC” além de ter uma “personalidade autoritária e tenebrosa“.

Do outro lado vem a Dilma, pré do PT, que não tem experiência em eleições: “daí acontece isso de que a cada atitude cometida equivocadamente” gera uma visita a televisão para “se explicar e voltar vários passos”.

Temer, PMDBista cotado para vice de Dilma, é o pior deles. É o chefe do “ajuntamento de assaltantes” que é a cúpula do seu partido.

E assim segue Ciro Gomes, exgovernador, ex-deputado federal, ex-candidato a presidência, ex-político levado a sério e mais novo Roberto Jefferson cearense ou, no caso de estar realmente certo, o grande profeta do apocalípse eleitoral brasileiro.

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Dilma é recebida com manifestação em São João del-Rei

A visita da ex-ministra Dilma Rousseff a São João del-Rei foi marcada pela manifestação dos estudantes da Universidade Federal de São João del-Rei que, organizados pela Juventude Democratas, promoveram um ato contra a campanha antecipada que, segundo a legislação atual, configura crime eleitoral.

Mesmo tendo deixado o cargo na última semana, a pré-candidata a presidência foi anunciada no site da universidade pública por meio de um texto promocional que descrevia toda a sua trajetória política mas não explicitava o tema da palestra. Tal motivo causou indignação entre estudantes do Democratas – partido de oposição ao Governo Lula – e os independentes – sem filiação partidária.


Durante o ato, foi aberto um cartaz com os dizeres “Dilma emPACada, UFSJ aparelhada – Campanha antes da hora é crime!” que era acompanhado de um panfleto que manifestava a indignação dos estudantes pela cumplicidade da reitoria da universidade que, mesmo conhecedora de todo o cenário eleitoral, ajudava a promover todo este circo eleitoral.

O presidente da Juventude Democratas de Minas Gerais João Victor Guedes, estudante de economia da UFSJ, questionava: “Somos contra a Dilma por seu projeto de governo ligado ao PT, mas a questão não é nem essa: estão aqui, com o dinheiro da nossa universidade, promovendo uma candidata. Cadê o respeito ao estudante e ao cidadão brasileiro?”.

A palestra da Dilma, por fim, não teve tema específico. Foi direcionada a enaltecer os feitos do Governo Lula e a prometer novas ações caso ela seja eleita.

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Façamos justiça ao DEM

Do Blog do Noblat (com agradecimento à Martha Melissa pela indicação), magníficas palavras sobre o atual cenário político brasileiro. Melhor do que fazer qualquer comentário é transcrever exatamente sua fala. Nos próximos posts volto a narrar minha viagem na Alemanha.

Que tal pararmos de implicar com o DEM?

Ou melhor: que tal pararmos de implicar sem razão com o DEM?

Com razão, vale.

Quantos mensaleiros ou suspeitos de mensaleiros foram expulsos pelo PT? E quantos aloprados foram expulsos?

Aloprados foram aqueles, assim chamados por Lula, que se envolveram com a compra de um dossiê fajuto para prejudicar candidatos do PSDB às eleições de 2006 – entre eles José Serra e Geraldo Alckmin.

O senador Eduardo Azeredo (MG) foi o protagonista mais ilustre do mensalão do PSDB. Foi expulso? Obrigado a se desfiliar? Não.

O governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, acabou se desfiliando do DEM para não ser expulso. O vice-governador Paulo Octávio se desfiliou esta tarde – e renunciou ao governo em seguida.

Há outros exemplos de políticos forçados a abandonar o DEM.

Alguém poderá comentar: Quem manda o DEM abrigar tantos meliantes em seus quadros?

E os outros partidos, não abrigam?

O DEM merece ser criticado – como de resto os demais partidos. Mas não por ser excessivamente tolerante com quem pisa na bola. É o menos tolerante de todos.

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Era uma vez Lula, a fábula do Brasil

Em artigo iniciado com o tradicional “Once upon a time” (“Era uma vez“) dos contos de fadas, o artigo “Lula, sanitised” (“Lula, higienizado“) da versão impressa do “The Economist” de ontem, 21, relata a fábula (“tale“) cinematográfica que tenta transformar o presidente brasileiro em mito com o financiamento de grandes empresários ligados ao Governo Federal (como afirma ao citar matéria da revista Veja ainda em sua pré-estréia.).

Cita, para justificar seu início, a forma com que o filme retrata Lula como “um estudante perfeito, um marido perfeito e um político moderado que abomina a violência” ao mesmo tempo em que corta cenas de seu livro-fonte como a do assassinato de um empresário em meio à greve de seu sindicato.

No entanto, esta tentativa frequente de transformá-lo em mito por meio de golpes midiáticos não é novidade para nós, brasileiros.

Um exemplo atual disto foi o discurso de ontem, quando Lula chamou o presidente tucano, Sérgio Guerra, de babaca de fronte a seus ministros em contraposição à sua fala de hoje para a população de Itapira (SP) quando se fez de amigo do governador, também tucano, José Serra.

São por essas e outras que a população brasileira, atenta, já percebeu o que é jogada de marketing e o que é verdade. Isso justifica o fracasso de público do filme de Lula, justifica o fracasso da “mineirização” de Dilma e justificará o fracasso eleitoral do PT em outubro.

A mídia internacional, no entanto, só está começando a perceber agora mas, mesmo assim, ainda há tempo para que se responda o que perguntou o portal latino HACER sobre o nosso presidente: “Lula ¿Cristo o Castro?

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Quando o Governo baixa o nível

Partido dos Trabalhadores começa a dar claras mostras de que sua ridícula situação nas pesquisas da sucessão presidencial estão afetando o humor de sua cúpula nacional.

Mesmo clamando no papel por uma campanha de alto nível, lançaram nota hoje pela manha em seu site chamando o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, de jagunço do governador paulista José Serra – que, por sua vez, tivera seus atos considerados como pura hipocrisia.

O presidente Lula, não satisfeito, proferiu mais algumas palavras no início da tarde em reunião ministerial, como narrou Lauro Jardim por meio do Radar On-line da revista Veja.

De fronte a 40 ministros, sabendo que o conteúdo da reunião iria para a mídia, Lula reafirmou temer que a campanha fosse de “baixo nível” e chamou o senador Sérgio Guerra de babaca.

O presidente tucano, entrevistado logo após o incidente, foi direto ao afirmar que “o presidente é conhecido por não controlar seu vocabulário e pela enorme capacidade de não refletir sobre o que diz. O melhor que ele tem a fazer é respeitar a lei e parar com a campanha antecipada”, em clara referencia a representação aberta pelo Democratas, PSDB e PPS contra o presidente e sua candidata, Dilma Roussef.

O teor da representação, como apresenta o blog do líder democrata no senado, José Agripino, é pesado:

“A única conclusão a que se pode chegar é a de que, mais uma vez, o Presidente da República estava fazendo comício em prol da candidata (…) foi mais uma explícita propaganda em favor da representada Dilma Roussef, ao afirmar que a principal razão da viagem não era outra senão a de divulgar o nome daqueles que, sob sua visão de mundo, ajudaram a fazer as coisas neste país”.

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Histórias do movimento estudantil mineiro

A jornalista Denise Motta publicou na página 3 do primeiro caderno do Hoje em Dia de domingo, 17, a matéria “DCEs viram trampolim político para estudantes” onde sou citado junto a outros militantes estudantis e partidários do estado, bem como Caio Rodrigues (PSDB), Bruno Carone (PMDB) e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT).

Na notícia aparecemos como jovens lideranças partidárias que nos utilizamos do movimento estudantil para ganhar o amadurecimento político que a vida pública e os trâmites democráticos exigem.

Narrou nela, por exemplo, os avanços do hoje deputado Reginaldo Lopes, que fora do DCE da minha UFSJ – e, aliás, do Centro Acadêmico do meu curso.

Faltou fazer o link, no entanto, explicando que o tal aparelhamento do DCE, ao qual eu me referi, foi promovido exatamente por este que hoje é deputado.

Faltou dizer que nos seus tempos, campanhas para o DCE custavam cifras com até quatro casas… Bancadas por seu partido! Cifras, aliás, que hoje não existem apesar do dia-a-dia universitário estar repleto de diversos grupos políticos.

Obrigado pela oportunidade, Denise! Obrigado, jornal Hoje em Dia! A juventude precisa exatamente desse espaço que vocês proporcionaram para mostrar que, mais do que o futuro, estão fazendo o presente acontecer.

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PSOL, o Partido da Heloisa Helena.

 Expulsa do Partido dos Trabalhadores (PT) por se negar a seguir a nova viés política adotada por Lula como governista, Heloisa Helena se uniu a demais dissidentes para gerar aquilo que viria a ser o seu grande trampolim para os holofotes: o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Digo isso porque foi a partir daí que ela pôde fazer o que sempre quis e nunca pode dentro do PT: reclamar. E com um adicional: teria fundo partidário, horário eleitoral e mídia própria para isso.

O partido, seguindo sua líder máxima e única em um modelo muito mais stalinista do que trotskista, como se auto-afirma, se consolidou no cenário nacional como o partido dos que reclamam, reclamam, reclamam e… reclamam!

E hoje não poderia ter sido diferente. Foram à televisão em horário eleitoral nobre para reclamar sobre a corrupção do país.

A Heloisa Helena, é claro, foi a estrela e, demonstrando ter lido muito bem a constituição e o dicionário, narrou com todos os termos possíveis tudo o que acontecia ou deixava de acontecer no país.

Depois dela, com um tempo mínimo para cada, vieram seus seguidores com mais votos no partido. Todos eles seguindo muito bem a cartilha: reclamando e reclamando, bem como já fazem em seus mandatos na Câmara, Assembléias, blogs, movimentos sociais e no próprio site do partido.

A vantagem é que, diferente do Partido dos Trabalhadores, seguem hoje o mesmo discurso de quando foram fundados: reclamar de tudo e todos.

O problema é que só reclamando, nunca poderão dizer que contribuíram para solucionar qualquer um dos problemas que insistem em apresentar e que todos nós já estamos cansados de saber que existem.

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O mensalão é de quem?

Há alguns minutos troquei mensagens mal humoradas com o @BlogdoNoblat via Twitter após mensagem sua onde falava sobre o que chama insistentemente de “Mensalão do DEM” e alguns novos fatos sobre o deputado Leonardo Prudente.

Não venho aqui querer bancar o moralista, moderador da imprensa ou querer ensinar o padre a rezar missa. Pelo contrário, exponho minha simples visão sobre os fatos e espero que vocês, leitores e formadores de opinião, tirem suas próprias conclusões.

O termo mensalão foi grafado pela primeira vez no dia 6 de junho de 2005 pelo jornal Folha de São Paulo ao narrar, por meio das denúncias do então deputado Roberto Jefferson, o esquema orquestrado pelo PT para garantir que as votações mais importantes do Congresso Nacional fossem direcionadas de acordo com os interesses do Palácio do Planalto – ou seja, do presidente Lula.

Em 2009 o termo voltou a mídia em um novo episódio: o governador Arruda preparou um esquema semelhante ao de 2005 onde, por intermédio de seu secretário de estado, distribuía recursos para sua base aliada.

Semelhanças: ambos foram corruptos, utilizavam-se de empresários e propinas para garantir votações favoráveis e foram desmascarados por gente que estava incluída no sistema.

Diferenças: em 2005 o Mensalão do PT era orquestrado por sua Executiva Nacional, envolvia todos os estados da federação e o partido mantém, até hoje, todos os seus líderes envolvidos no esquema. O de 2009 aconteceu em um único estado, dividiu sua direção entre os partidos da base governista do Distrito Federal, não envolveu outros estados e o Democratas prontamente tirou do partido não só o governador Arruda mas também o deputado Leonardo Prudente.

Aliás, deputado Leonardo Prudente, sem partido, que motivou o polêmico artigo do Noblat onde ele insiste em afirmar o nome “Mensalão do DEM”.

Agora é com vocês: o mensalão é de quem?

Encerro por aqui a minha visão sobre os fatos, acreditando ter explicado minha indignação, e aproveitando para dizer que não prego aqui que jornalista X ou Y é de partido A ou B. Pelo contrário: acho que todos têm seu direito de se manifestar politicamente. Desde que com ética e honestidade com o leitor, que não é burro nem inocente.

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Entre porcos e humanos

“Nós não fazemos distinção de que partido é o prefeito e o governador. Você não pode deixar de dar comida para um porco porque você não gosta do dono do porco”

Assim falou o presidente Lula em discurso hoje pela manhã em São Bernardo do Campo (SP) ao inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento. Discurso, na minha opinião, um pouco confuso por gerar algumas dúvidas…

Talvez vocês me ajudem respondendo-as.

Quem são os porcos aos quais o presidente se referiu? Seriam todos os prefeitos e governadores, políticos da oposição ou todos os cidadãos brasileiros que se beneficiam com os recursos públicos?

E os donos dos porcos. Quem são? Os partidos políticos, que detém os mandatos, o Estado e suas subdivisões de poderes ou mais uma vez os cidadãos que detém o poder de eleger todos os porcos governistas?

Aproveito o assunto para dizer que neste Natal dei a meu irmão, de 9 anos, o fantástico livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell que narra de forma satírica  exatamente o cenário onde os animais, revoltados com a exploração dos humanos, fazem uma revolução e tomam conta da fazenda…

Foram, desde o inicio, liderados pelos porcos… Ao final de anos e mais anos, bem como narra o autor, não era mais possível saber diferenciar quem eram porcos ou humanos…

Acredito que o presidente conheça muito bem esta história.

😉

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Libertários: à direita dos Democratas

Semana passada tive meu primeiro contato pessoal com os integrantes do Libertários (LIBER), o novo partido que tende a integrar o cenário político brasileiro nos próximos anos. São eles os ultra-liberais, dividos entre liberais clássicos, anarco-capitalistas e miniarquistas, que há tempos promoveram algumas discussões no site da Juventude Democratas.

As conversas foram interessantes… Fomos apresentados em um seminário do PSDB e logo de inicio recebi algumas indiretas de que o Democratas seria conservador demais para se considerar liberal. Achei engraçado… Na hora confesso que me senti um Tucano sendo considerado direitista pelo PT e esquerdista pelo DEM.

Nos próximos contatos tivemos a oportunidade de conversar melhor e achar diversos pontos em comum. Assumo que minha visão política acaba se aproximando bastante daquela que defendem os anarco-capitalistas, principalmente no tocante a liberdade do indivíduo, mas me considero um reformista.

Não acredito em mudanças bruscas, da noite para o dia. Não acredito que valha a pena sacrificar o curto prazo mesmo sabendo-se dos ganhos futuros. Devemos balancear… Saber dosar.

Mas acredito nos Libertários. Tem uma pureza política e ideológica invejável. O que falta a eles, no entanto, é um tom de realismo. Falta aliar aos seus objetivos também a prática política da negociação democrática. E isso não vai ser dificil. Já deram o passo mais complicado que é iniciar o trabalho.

Passei, a parti dali, a me considerar um admirador ainda maior da liberdade, da democracia e dos Libertários. Nós, como brasileiros ou democratas, temos muito a ganhar.

Para os interessados indico, além do site deles, os blogs em inglês dos professores Robert Paul Wolff, Hans Hoppe e Roderick Long, e em português do Instituto Ludwig Von Mises.

Aproveitem as leituras!

😉

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O triste erro do @BlogdoNoblat

Noblat, articulista d’O Globo, famoso blogueiro e twitteiro de plantão, é profissional pelo qual nutro absurda admiração. Consegue ser imparcial na maioria de suas notas e, mesmo quando não o é, se coloca sempre de maneira ética e bem clara. Não foge dos fatos quando deseja atacar o que discorda.

Hoje, infelizmente, pisou na bola.

Em breve post que trata das recentes manifestações pelo #ForaArruda, citou a reclamação dos ‘comentaristas’ de seu Blog em relação a atividade dos jovens militantes de esquerda que se manifestam agora mas em tempos de mensalão do PT nada fizeram.

Pelas curtas palavras deu a entender que a motivação seria maior agora do que antes, por conta dos vídeos. Discordo, as acusações em tempos de mensalão eram bem graves e nacionais. Mas até aí tudo bem: respeito o posicionamento.

O problema é que logo então sugeriu que a juventude do DEM não tivesse se manifestado em ambos os casos ou porque não existia ou porque seria acomodada.

Ora, ora, Noblat! Você não lê a Folha de São Paulo? O Estadão? O Correio Braziliense? Se até eles nos viram, como você, que nos segue no Twitter, não viu?

Nossas manifestações não precisam se pautar no modelo da esquerda. Vamos pra rua quando precisamos mas também sabemos nos utilizar da internet – espaço totalmente inclusivo – que faz ecoar muito bem o que pensamos!

E outra… Nós, da @JuventudeDEM, nos manifestamos quando o houve crise no nosso partido. E a Juventude do PT? Onde estava nos tempos do mensalão? Não existia ou se escondeu?

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Um novo #DEMsemARRUDA

dem

Ele conseguiu fazer adiar a reunião da Executiva Nacional dos DEMOCRATAS para amanhã, dia 11. Entrou com um pedido no TSE para que este adiamento fosse ainda maior. Reclamou, chorou, berrou, tentou encobrir fatos, mas não adiantou. Arruda, intimado pela população brasileira, pela Juventude DEMOCRATAS e pelo partido, se desfiliou do DEMOCRATAS agora a tarde. Sabia que seria expulso, sabia que não conseguiria adiar o processo. E sabia, principalmente, que ele não teria espaço nesse novo DEMOCRATAS.

E era isto o que queríamos. A apresentação pública desse novo partido, consolidando-se ideologicamente mesmo após sua renovação de legenda, e de práticas que se destacassem pela ética, pela honestidade e pela proximidade com os anseios da população.

Conseguimos. Temos hoje um novo partido. Um novo DEMOCRATAS que prova, cada dia mais, que está no rumo certo para construir também um novo Brasil.

Agora cabe a nós dar o pontapé inicial na investigação dos demais envolvidos para puni-los de maneira exemplar não só dentro do partido ou com a opinião pública mas na justiça!

Os corruptos devem ser varridos mas não para de baixo do tapete como faz o PT. Devem ser varridos para a cadeia!

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Sem pai nem mãe, rumo à 2010

O Partido dos Trabalhadores conseguiu atingir um cenário tão complicado que não se pode confiar nem em seu processo eleitoral interno. E isso não é golpismo da oposição ou factóide inventado pela mídia golpista, como eles gostam de falar.

Partiu de Gleber Naime, candidato a presidência ao PT-MG, que, alinhado ao pré-candidato ao Governo do Estado Patrus Ananias, não é crédulo da lisura do processo eleitoral que indica tendência a vitória do deputado federal Reginaldo Lopes.

O processo, segundo Naime, “foi marcado em Minas por centenas de ocorrências policiais”.

Pelo outro lado corre o atual presidente, deputado Reginaldo Lopes. Figura conhecida aqui pelas terras de São João del-Rei, nasceu em Bonsucesso e veio para cá estudar.

Formou-se, como meu (bem) antigo veterano, em Ciências Econômicas. Esteve, como eu, no DCE da UFSJ (a federal local, criada por influência de Aécio) e no Centro Acadêmico de nosso curso. Cheguei, inclusive, a compor mesa com ele em 2007 no encerramento da X Semana de Economia da UFSJ onde trocamos elogios – no tocante aos recursos direcionados para a universidade – e farpas – no tocante a visão sobre democracia.

É gente boa. Tem seus defeitos, é óbvio, mas é gente boa. Bem articulado e consegue conversar com todos os partidos, já tendo se aliado (e brigado posteriormente) com militantes da UJS/PCdoB e promovido composição que elegeu um prefeito do PSDB com vice do PT.

Fez tudo isso curiosamente na cidade do tucano Aécio, amigo de Fernando Pimentel – candidato de Reginaldo Lopes ao Governo do Estado – que se juntou ao PT, desta turma, para eleger Marcio Lacerda (PSB) para a Prefeitura de BH.

Ah sim!
… Aécio, por incrível que pareça, é aquele mesmo que é apoiado nacionalmente pelo DEM para a candidatura a presidência da República contra Dilma, do PT.

Façam suas apostas sobre o cenário de 2010 porque para mim nunca na história deste país (sic) esteve tão confuso.

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