Aos responsáveis que reclamam

@VictorGuedes: Acho fundamental criticar os políticos que erram mas não se pode falar mal se não vota direito nem apresenta alternativa.

Costumo usar o Twitter e Blogs amigos como forma de termômetro para identificar quais são os assuntos em foco pelo país e mundo. Não que deixe de aparecer na padaria ou no açougue para ouvir a boataria e saber o tema do dia… Pelo contrário! Tenho feito isso até com mais frequência agora… Mas não podemos negar que o mundo virtual facilitou as coisas.

Falar mal de político então ficou uma beleza. Pela internet, diferente do que acontecia na padaria, eles ouvem o que falamos! E uma simples palavra rabugenta soltada como desabafo pode virar uma avalanche.

Cito aqui os exemplos narrados neste mesmo Blog com o @DrRosinha e o @Sen_Cristovam. O primeiro respondeu ao @GabrielAzevedo e foi detonado num debate virtual. O segundo, ao enrolar para responder a uma pergunta minha, acabou criando um debate interminável que se estendeu do Twitter para este Blog.

O problema, no entanto, é que a internet, ao mesmo tempo em que aproximou políticos e cidadãos, acabou por gerar uma crise de responsabilidade e ética entre os personagens reclamões.

Muitos passaram a falar mais do que já falavam antes, cuspindo fogo para tudo e todos sem nem ao menos verificar o teor e a veracidade de suas afirmativas.

Transformou muitos eleitores irresponsáveis em falsos profetas do apocalipse político que atraem seguidores e mais seguidores porque denigrem toda uma classe que, na verdade, deveria servir para nos representar.

Não prego aqui o fim das reclamações, pelo contrário! Sou ardente defensor delas. Prego, no entanto, a responsabilidade e a ética e, principalmente, que aquele que reclama se lembre, pelo menos, de quem votou nas últimas eleições.

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Como o @Sen_Cristovam me decepcionou

Tudo começou quando o Senador Cristovam Buarque afirmou, pelo seu Twitter (@Sen_Cristovam), a importância de se ter uma educação que fosse igual para todos. Padronizada e controlada pelo Estado.

Tenho uma admiração muito grande por ele. Defendi suas propostas quando foi candidato a presidência mesmo estando mais alinhado ideológicamente ao candidato tucano Geraldo Alckimin naquela época. Mas isto foi absurdo demais para o meu credo.

Fiz meu questionamento, via Twitter, sobre a questão: em um mundo moderno como o atual, todos realmente devem estar submetidos a um único modelo pedagógico padronizado e controlado pelo Estado? A escolha realmente deve ser do Governo e não dos pais? O Senador não respondeu.

Voltei a perguntar uma série de vezes até desistir do @Sen_Cristovam e questioná-lo porque ele só respondia a elogios. Para minha surpresa ele resolveu responder hoje, às 22:30:

V. não deve me acompanhar. Respondo mesmo gosto elogios e críticas. Estas trazem mais desafios.Mande brasa na crítica.

Sendo assim, refiz todo o meu questionamento relembrando ao Senador o que ele havia falado – mais de uma vez, alias. Do @Sen_Cristovam só veio a vergonhosa resposta a seguir:

Atendendo pedidos, estou “greve de fome” há 24 horas, sem falar educação. Tentarei ficar 36 horas.

Só me resta, a partir daí, continuar com a minha decepção tanto em relação a idéia – que dá ao Governo o poder de discernir sobre a educação de cada um de nós e nossos filhos – e ao comportamento do Senador.

Por fim, colo abaixo mensagem minha retwittando o anônimo @Marceloca:

@VictorGuedes: Isso mesmo. As idéias… RT @marceloca: Sr. @Sen_Cristovam, já deu para ver q @victorguedes está apenas defendendo o q é dele.

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