Twitter versão saudita

(Publicado também pela Tribuna do Planalto e pelo Jornal do Commercio)

O maior defeito do capitalismo é colocar boa parte das tecnologias e dos avanços sociais à mercê da influência do poder financeiro.

O príncipe saudita Alwaleed bin Talal é prova viva disto. Líder de uma das nações mais poderosas do mundo, sabe muito bem que depende do controle dos meios de comunicação para se manter soberano. É por isso que se orgulha de conquistar mais uma vez espaço na lista anual elaborada pelo The Arab Media Forum que identifica os homens mais influentes da mídia árabe.

Alwaleed, no entanto, precisou ir além para manter seu poderio. Mandatário da Arábia Saudita onde os lucros do petróleo são divididos entre o Estado e sua empresa, a Kingdom Holding Company, aprendeu com a história da região que a opinião pública da comunidade internacional é fundamental para que pressões externas não reduzam sua força política.

É por isso que, por meio de investimentos massivos, se inseriu em empresas como a Time Warner, a rede televisiva Fox e o influente The Wall Street Journal, além de adquirir veículos de comunicação espalhados por todas as regiões do planeta.

Atento às evoluções econômicas e políticas do mundo, o príncipe bin Talal não parou por aí. Percebeu por meio da Primavera Árabe o perigo das redes sociais e, em dezembro de 2011, promoveu seu mais novo investimento: colocou 300 milhões de dólares no Twitter, substituindo um de seus fundadores no controle do grupo que reúne mais de 100 milhões de usuários em todo mundo.

A investida, segundo ele, tinha a mesma finalidade das demais promovidas anteriormente: maximizar o lucro de seu grupo empresarial. A mídia internacional, controlada em parte por ele mesmo, engoliu a declaração.

O alarmante, no entanto, é que um mês após sua entrada no conselho diretivo, o Twitter já apresenta uma mudança circunstancial: anunciou neste 26 de janeiro que, para continuar a crescer internacionalmente, poderá seguir a orientação de governantes adotando restrições ao conteúdo de suas mensagens em determinados países.

Sua justificativa politicamente correta é que, como na França e na Alemanha campanhas pró-nazismo são proibidas, o conceito de liberdade de expressão pode diferir de acordo com a história e cultura de cada nação. O lado politicamente incorreto, é claro, não foi exposto: caso a postura tivesse sido adotada em 2009, a Primavera Árabe não teria passado de mais uma iniciativa frustrada dos grupos pró-democracia da região.

O capitalismo, apesar da falha, tem no seu próprio sistema a solução para casos como este: o livre mercado.

Bem como o Yahoo, outrora dominante da internet, fora substituído pela Google que hoje passa por maus bocados para enfrentar o Facebook, desenvolvido por um universitário em seu dormitório estudantil nos Estados Unidos, o Twitter, apesar de soberano, não é único.

Com mudanças internas que tendem a restringir sua maior qualidade – a livre troca de informação pelo mundo –, surgirão novas alternativas que, com toda a certeza, terão a faca e o queijo nas mãos para engolir, sem grandes recursos financeiros ou poder político, o mega investimento do príncipe magnata.

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#DilmaDemitaPalocci: Quando o Brasil aceitou o convite de @RafaSoli ao ativismo

Ontem o Twitter se viu inundado por mais um flash mob político organizado pela sociedade civil de forma apartidária. Se tratou do #DilmaDemitaPalocci, iniciado as 20:00 horas e que dura até agora com mensagens dos mais diversos tipos pedindo a cabeça do ministro da Casa Civil.

O início foi o mais simplista possível: um ativista dos meios digitais – @RafaSoli –  publicou um vídeo de 1:43 minutos no YouTube chamando para o twittaço e divulgou pela rede.

Os acessos foram poucos. Até o momento em que escrevo este artigo – dia seguinte após o início da ação – foram apenas 1462 cliques. Mas a repercussão foi fantástica! Um comentário aqui pelo Facebook, um twit ali, uma conversa de MSN, alguns SMS… E uma hora e meia após o início do ato, a hashtag #DilmaDemitaPalocci já era a mais publicada do Twitter brasileiro.

A mídia nacional publicou o fato timidamente. A Folha de São Paulo, por exemplo, deu com outro título: Caso Palocci inspira jogo na internet, e tratou, além do Twitter, de um jogo online criado em sátira ao ministro. O blogueiro Noblat, embora não citando o fato, foi mais direto e aconselhou a demissão no que chamou de uma consultoria sem custos à presidente.

De qualquer forma, com inserções formais na mídia ou não, o movimento mostrou que a sociedade brasileira está aprendendo cada vez mais a se mobilizar quando vê necessidade. Falta aos líderes – partidários ou não – aprender como acender o estopim do ativismo.

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eDemocracy: aprendendo a ouvir digitalmente

Em palestra ministrada no III Encontro Nacional da Juventude Democratas, o blogueiro e âncora do CQC, Marcelo Tas, nos alertou para a grande vantagem que é o Twitter:

“Devemos ouvir mais do que falar. O Twitter pode ser o termômetro do sentimento popular daquilo que fazemos. Após o primeiro CQC, por exemplo, fiz questão de ler, uma por uma, todas as mensagens elaboradas com o nome do programa”. 

Andrea Matarazzo, então secretário da prefeitura paulista, já havia entendido o recado. Fora um dos primeiros gestores públicos a utilizar a ferramenta digital como um canal de troca de informações entre sua secretaria e os cidadãos interessados.

O ex-prefeito carioca Cesar Maia é outro que sempre seguiu a idéia. Famoso por seus pitacos virtuais por meio de seu Blog (transformado em ex-Blog) e agora seu novo FormSpring, o economista foi um dos primeiros a abrir as portas do palácio da prefeitura via e-mail. Lia e respondia, diariamente, todas as mensagens recebidas em seu correio pessoal.

Recentemente, o destaque tem estado com o senador goiano Demostenes Torres que passa as noites e madrugadas – além de feriados e finais de semanas – respondendo mensagens, uma a uma, pelo Twitter.

É o mundo digital se mostrando não só como uma ferramenta para agilizar todos os processos governamentais e privados mas, também, um grande canal de comunicação que aproximará cada vez mais eleitos e eleitores para fazer da coisa pública algo muito mais mundano, como nunca deveria ter deixado de ser.

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Aos responsáveis que reclamam

@VictorGuedes: Acho fundamental criticar os políticos que erram mas não se pode falar mal se não vota direito nem apresenta alternativa.

Costumo usar o Twitter e Blogs amigos como forma de termômetro para identificar quais são os assuntos em foco pelo país e mundo. Não que deixe de aparecer na padaria ou no açougue para ouvir a boataria e saber o tema do dia… Pelo contrário! Tenho feito isso até com mais frequência agora… Mas não podemos negar que o mundo virtual facilitou as coisas.

Falar mal de político então ficou uma beleza. Pela internet, diferente do que acontecia na padaria, eles ouvem o que falamos! E uma simples palavra rabugenta soltada como desabafo pode virar uma avalanche.

Cito aqui os exemplos narrados neste mesmo Blog com o @DrRosinha e o @Sen_Cristovam. O primeiro respondeu ao @GabrielAzevedo e foi detonado num debate virtual. O segundo, ao enrolar para responder a uma pergunta minha, acabou criando um debate interminável que se estendeu do Twitter para este Blog.

O problema, no entanto, é que a internet, ao mesmo tempo em que aproximou políticos e cidadãos, acabou por gerar uma crise de responsabilidade e ética entre os personagens reclamões.

Muitos passaram a falar mais do que já falavam antes, cuspindo fogo para tudo e todos sem nem ao menos verificar o teor e a veracidade de suas afirmativas.

Transformou muitos eleitores irresponsáveis em falsos profetas do apocalipse político que atraem seguidores e mais seguidores porque denigrem toda uma classe que, na verdade, deveria servir para nos representar.

Não prego aqui o fim das reclamações, pelo contrário! Sou ardente defensor delas. Prego, no entanto, a responsabilidade e a ética e, principalmente, que aquele que reclama se lembre, pelo menos, de quem votou nas últimas eleições.

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Porque me orgulho de ser @JuventudeDEM

A nova dinâmica de troca de informações proporcionada pelo Twitter transformou o mundo de tal maneira que passou a permitir que todo cidadão seja muito mais do que um leitor passivo. Viraram todos agentes em tempo real do mundo que os cerca.

É assim que vejo a participação da Juventude Democratas hoje na internet durante a reunião da Executiva Nacional de seu partido. Clamando, sem parar, pela expulsão imediata do (Ex)Governador Arruda (DF) e fazendo seus anseios chegar aos ouvidos dos Deputados e Senadores presentes, enquanto estes relatavam todos os acontecimentos também pelo mesmo mecanismo virtual – o Twitter.

Isto por si só já mostra a primeira revolução da Era da Informação Dinâmica: a transformação dos jovens militantes em personagens ativos da tomada de decisões.

Infelizmente a decisão do partido seguiu no sentido – também justo, caso analisemos de forma mais precisa – de permitir que o Governador acusado tenha oito dias para se defender – o que gerará um sangramento de prazo idêntico na mídia e em nosso dia-a-dia de base.

Mas, ainda assim, estou satisfeito, animado e totalmente motivado a seguir em frente. Afirmo isto porque acabei de presenciar e participar da Segunda Grande Revolução da atualidade: a mobilização e a exposição para todo o mundo da nova cara do Democratas, a real força da Juventude Democratas e, principalmente, a afirmação do tom que guiará o partido nos próximos anos.

Ativistas da Juventude Democratas: hoje vocês me deixaram orgulhoso de ser parte ativa deste família. Eu acredito em todos vocês. Eu acredito em nós. Sou #DEMsemARRUDA e @JuventudeDEM!

Obrigado!

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Como o @Sen_Cristovam me decepcionou

Tudo começou quando o Senador Cristovam Buarque afirmou, pelo seu Twitter (@Sen_Cristovam), a importância de se ter uma educação que fosse igual para todos. Padronizada e controlada pelo Estado.

Tenho uma admiração muito grande por ele. Defendi suas propostas quando foi candidato a presidência mesmo estando mais alinhado ideológicamente ao candidato tucano Geraldo Alckimin naquela época. Mas isto foi absurdo demais para o meu credo.

Fiz meu questionamento, via Twitter, sobre a questão: em um mundo moderno como o atual, todos realmente devem estar submetidos a um único modelo pedagógico padronizado e controlado pelo Estado? A escolha realmente deve ser do Governo e não dos pais? O Senador não respondeu.

Voltei a perguntar uma série de vezes até desistir do @Sen_Cristovam e questioná-lo porque ele só respondia a elogios. Para minha surpresa ele resolveu responder hoje, às 22:30:

V. não deve me acompanhar. Respondo mesmo gosto elogios e críticas. Estas trazem mais desafios.Mande brasa na crítica.

Sendo assim, refiz todo o meu questionamento relembrando ao Senador o que ele havia falado – mais de uma vez, alias. Do @Sen_Cristovam só veio a vergonhosa resposta a seguir:

Atendendo pedidos, estou “greve de fome” há 24 horas, sem falar educação. Tentarei ficar 36 horas.

Só me resta, a partir daí, continuar com a minha decepção tanto em relação a idéia – que dá ao Governo o poder de discernir sobre a educação de cada um de nós e nossos filhos – e ao comportamento do Senador.

Por fim, colo abaixo mensagem minha retwittando o anônimo @Marceloca:

@VictorGuedes: Isso mesmo. As idéias… RT @marceloca: Sr. @Sen_Cristovam, já deu para ver q @victorguedes está apenas defendendo o q é dele.

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Debatendo pelo Twitter…

O fato aconteceu agorinha mesmo. Totalmente fresco. E foi pelo Twitter, rede de microblogging que coloca jovens, adultos, celebridades, fakes e políticos na mesma linha. Todos com o limite dos 140 caractéres e a liberdade de atingir o mundo. Seja com brilhantismo ou gafes…

Bom, tudo começou quando o deputado federal @DrRosinha (PT-PR) resolveu responder, por volta das 21:00 horas, uma mensagem do jovem tucano mineiro @GabrielAzevedo – famoso pela acidez de seus comentários no Twitter.

Começando pelo vocativo “Aecinho” (“…digo, Gabriel“), disse que era difícil debater polêmicas pelo twitter. Mas… “se encolher no ninho tucano, como você [Gabriel], parece fácil“. E complementou dizendo que não responderia a provocações porque “os mineiros inteligentes sabem mais de Aécio do que eu [Dr. Rosinha]”. Encerrou com “Dilma presidente“.

A partir daí Gabriel deu show. Entre as postagens que mostraram seu brilhantismo no debate estavam:

Gabriel Azevedo: Curiosamente, eu concordo com você, @DrRosinha! Os mineiros inteligentes sabem mais de Aécio do que você!

GA: Vossa excelência, @DrRosinha, enquanto parlamentar, deveria estar acostumado ao debate de idéias… Não a provocações baratas.

GA: Caro @DrRosinha, o que tem a dizer da decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Jabor do site da CBN, a pedido do Lula?

GA: A gente pode gastar uns 100 tweets, por aqui @DrRosinha… Por exemplo, R$30 milhões de gasto de governo para internet? Para onde foram?

GA: Ainda, @DrRosinha, o que são 50 milhões destinados a “outros” na comunicação federal? Não é net, jornal, TV, rádio… É o que? Cardápio?

E pra encerrar…:

GA: Aqui, @DrRosinha, lembro-te que “o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade”. Não venha usá-la levianamente para sua luta ideológica.

E o deputado federal Dr. Rosinha se calou.

Gostou? UAI, JOVEM! Faça isso você também. Passe a contestar absurdos! É esse o seu papel… E tá aí  Twitter pra isso. Pra somar na política brasileira. Para colocar frente a frente políticos e eleitores.

Até a próxima, galera!

😉

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